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  Cabo Verde
Grandes da política disputam «jogo» dos feitos históricos
- 27-May-2004 - 14:18

Os dois "galácticos" da política cabo-verdiana, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e o Movimento para a Democracia (MpD), disputam taco a taco o resultado do "jogo" da autoria dos feitos históricos no país.


Por Ricardo Bordalo
da Agência Lusa

O cidadão comum em Cabo Verde reconhece ao PAICV, no poder, o feito de ter conseguido a independência em 1975 e ao MpD, na oposição, o protagonismo da transição do país para a democracia em 1991, mas o "empate" parece não servir a ninguém.

Numa jogada de "ataque" sincronizado, o PAICV veio nas últimas semanas clarificar que está a "ganhar" 2-1 ao MpD com a entrada de Cabo Verde na ""liga milionária" dos 16 países que a administração norte-americana escolheu para usufruírem dos cerca de mil milhões de dólares postos à disposição no Millennium Challenge Account (Desafios do Milénio para 2004).

A entrada nos Desafios do Milénio, programa que encerra uma nova filosofia na cooperação dos Estados Unidos, com os países mais pobres onde a competência, o rigor e a abertura à iniciativa privada comandam, foram anunciados com ênfase pelo governo e deputados do PAICV em inúmeras ocasiões.

Mas foi o primeiro ministro, José Maria Neves, que veio a terreiro colocar esta "vitória" no universo da disputa pelos feitos históricos entre os dois maiores partidos, ao fazer uma comparação directa entre a entrada do país no "Millennium", a conquista da independência e a transição para a democracia.

Neves reivindicou para a sua "equipa" o mérito do feito, afirmando, perante mais de duas dezenas de jornalistas, que o PAICV tinha, para isso, trabalhado com afinco nos últimos dois anos, altura em que ganhou as eleições legislativas, destronando o MpD, que governava o país desde 1991.

No entanto, o maior partido da oposição, não se ficou e, através do seu líder parlamentar, Rui Figueiredo Soares, reivindicou, na segunda-feira, numa declaração política lida na Assembleia Nacional, um papel activo do MpD na entrada de Cabo Verde nos "Desafios do Milénio".

Soares deixou entender, perante os deputados da Nação, que foi graças ao esforço do MpD, durante as quase duas décadas que esteve no governo, entre 1991 e 2000, que este "feito" foi possível, argumentando com a abertura política, mas, e essencialmente, com a abertura à iniciativa privada "e o desenvolvimento de políticas que afirmam a liberdade económica".

Foi nas duas legislaturas lideradas pelo MpD que Cabo Verde aderiu à privatização, sendo hoje uma realidade que a esmagadora maioria das traves mestras da economia do arquipélago, a banca, a energia e água, as telecomunicações e o turismo estão nas mãos de privados ou com estes a deterem uma larga margem de capital nas empresas.

Com os dois partidos a reivindicarem louros na questão dos "Desafios do Milénio", no universo político de Cabo Verde já se ironiza sobre o desfecho da disputa.

É também muito a sério que, a brincar, começa a surgir, nos locais mais frequentados pela elite política e económica cabo- verdiana, a ideia de que o resultado final só será conhecido quando se souber qual dos dois, PAICV ou MpD, conseguirá levar Cabo Verde para a ... União Europeia.

E o primeiro passo já está dado: ao mais alto nível, o governo cabo-verdiano constituiu uma comissão nacional, liderada pelo primeiro-ministro, para lidar com o acesso do país a um estatuto especial junto da comunidade.

Todavia, como esta é uma matéria sob o signo da maratona, onde o universo temporal não tem calendário e qualquer dos dois partidos, tendo em conta que a bi-polaridade eleitoral é um dado quase adquirido, pode estar no poder quando esse "golo" for marcado, o resultado final não poderia estar mais em aberto... até ao prolongamento.


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