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  Entrevista
Trinta angolanos mortos em combate numa terra onde «não há guerra»
- 27-May-2004 - 15:06

O chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, mente sobre o que se passa em Cabinda, acusou o presidente da Frente de Libertação do Enclave (FLEC), Bento Bembe, numa reacção às declarações proferidas recentemente, em Washington, pelo Presidente de Angola, segundo o qual «não há guerra» neste território. Como «prova» dessa mentira, o líder da resistência apontou a morte de «30 angolanos» em combate no enclave.


Quando José Eduardo dos Santos afirma que já «não há guerra em Cabinda» pretende fazer crer à opinião pública internacional que Angola «esmagou a FLEC», declarou ao Ibinda.com o presidente do movimento de resistência Cabinda.

«Qualquer pessoa de grande experiência política compreende que o Presidente de Angola está com graves contradições sobre a questão de Cabinda», frisou.

«José Eduardo dos Santos é um chefe de Estado de grande experiência politica, daí que é surpreendente quando faz declarações absurdas como estas, a não ser que só queira revelar a sua má intenção com os seus irmãos de Cabinda», considerou Bento Bembe, sublinhando ainda que o povo cabinda, «organizado politicamente em torno da FLEC», tem lutado contra a ocupação militar do seu território pelo MPLA (partido no poder em Angola) desde 1974.

«Há notícias de guerra contínua e o MPLA nunca teve disposição de negociar com a FLEC», assegurou.

Na entrevista telefónica concedida ao Ibinda.com a partir do interior de Cabinda, Bembe informou que, recentemente, a FLEC efectuou um «violento ataque» contra as forças angolanas a dois quilómetros do Tando Zinde.

«Este ataque alertou as mais altas instâncias do poder angolano. Há despachos diplomáticos de alto nível com referência a esta acção, dos países vizinhos a Cabinda, assim como de outros Estados de grande relevo», garantiu. Segundo o presidente da FLEC, as Forças Armadas Angolanas (FAA) sofreram cerca de 30 baixas neste ataque. «Em Cabinda todos os dias perdem-se vidas humanas, mas Angola não quer falar disso e prefere ignorar os seus próprios mortos», sublinhou.

Para Bento Bembe, as declarações de José Eduardo dos Santos provam que todos os esforços convergem para um único ponto: «fazer desaparecer a FLEC».

«As questões de grande importância que se colocam, são estas: Se não há guerra em Cabinda, qual é o paradeiro da FLEC? Se não há guerra em Cabinda, qual é a razão do aumento constante dos efectivos militares angolanos em Cabinda, e porque é que existem posições militares em quase todas as aldeias de Cabinda?», interrogou-se. «A verdade é esta: nós existimos dentro do território de Cabinda, fazemos as mudanças tácticas necessárias para nos adaptarmos às novas exigência da luta, e continuaremos a combater até encontrarmos a solução necessária para este conflito. Podemos provar que tudo o que disse o Presidente José Eduardo dos Santos não é verdade. Nós podemos garantir que Angola nunca será capaz de nos desalojar do nosso terreno», ressaltou o presidente da FLEC.

«A história mostra-nos que mesmo os mais fracos podem ser suficientemente fortes vencer os mais fortes», lembrou.

Bento Bembe desmentiu também a afirmação de José Eduardo dos Santos de que o seu Governo está a dialogar com todas as comunidades de Cabinda. «Não é verdade. O que o MPLA faz em Cabinda é a politiquice a nível dos regedores e com algumas autoridades tradicionais mais fáceis de enganar. Mas nós, nem a igreja, nem os quadros do exterior e do interior de Cabinda, que constituem a FLEC Plataforma, podemos apoiar essa afirmação do Presidente de Angola».

Quanto ao programa económico para Cabinda também expresso pelo Presidente angolano, Bento Bembe afirmou ao Ibinda.com que José Eduardo dos Santos mente.

«Em Cabinda não há nenhuma ONG internacional a executar um programa económico tal como acontece em toda Angola. Em Cabinda há pessoas que morrem devido à fome. A situação económica é extremamente caótica», adiantou o líder da resistência.

Para o presidente da FLEC, quando José Eduardo dos Santos parte para Washington a fim de renovar o contrato de exploração petrolífera em Cabinda por mais 20 anos com a empresa petrolífera norte-americana ChevronTexaco, e na mesma ocasião afirma que a «não há guerra» em Cabinda, «pretende, na realidade, continuar a preparar condições para destruir a FLEC para garantir a exploração e esse mesmos contratos».

E esclarece: «Nós nunca dissemos que o nosso problema é o petróleo, Angola está a perder tempo quando pensa que o nosso problema é o petróleo».

Por outro lado, acusou a Chevron Texaco de ser «cúmplice» no «genocídio» em Cabinda: «A Chevron explora o petróleo em Cabinda, dando as receitas a Angola, sabendo que esta utiliza essas mesmas receitas para pôr em prática o genocídio do povo de Cabinda». Para a FLEC, revelou, «está claro o apoio dos Estados Unidos a Angola».

Bento Bembe deixou ainda uma mensagem para o Presidente José Eduardo dos Santos: «Temos de ter a coragem para dialogarmos a fim de abrirmos a possibilidade de nos entendermos e chegarmos a um acordo».


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