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  Cabo Verde
Bissau diz que Mário Soares
quer impor o neocolonialismo

- 16-Dec-2002 - 0:11

Mário Soares disse que Kumba Ialá «é louco e só injuria Portugal» (ver a nossa manchete de ontem). O ex-presidente da República portuguesa reedita uma guerra antiga que, mais uma vez, deixa os portugueses residentes na Guiné-Bissau em maus lençóis, que ajuda aquela ex-colónia a caminhar para a francofonia e que revela um raro sentido de má oportunidade. A resposta não tardou e fontes próximas do presidente guineense (que se encontra na China) disseram ao Notícias Lusófonas que Mário Soares «deveria deixar-se de atitudes neocolonialistas e, antes, explicar os seus negócios com os diamantes de Angola».

Do ponto de vista democrático e europeu, Mário Soares tem toda a legitimidade para opinar sobre a sanidade mental de Kumba Ialá (o que, aliás, também é feito por alguns políticos guineenses) e, ainda, para reagir ao que considera ofensas ao seu país.

Do ponto de vista guineenses que, convenhamos, não coincide com a concepção democrática e europeia, Kumba Ialá tem toda a legitimidade para acusar o ex-presidente da República portuguesa estar permanentemente a «imiscuir-se nos assuntos internos de um país independente e soberano».

Não será, com certeza, um caso em que ambos tenham razão, mas é certamente um exemplo de como a responsabilidade política e de cidadania de um ex-chefe de Estado é diferente da de um qualquer outro cidadão. Acresce, e nisso Kumba Ialá terá alguma razão, que Mário Soares não conhece a realidade africana e não pode, como fizeram os primitivos colonizadores, transportar a realidade pura e dura da Europa para os países africanos.

Bissau entende que as afirmações de Mário Soares «têm outras motivações» e que são «proferidas por quem deveria abster-se de fazer determinado tipo de declarações ofensivas sobre altos dignitários de países africanos de língua oficial portuguesa».

Não admira, por isso, que Kumba Ialá defina a posição de Mário Soares como «indecorosa, infame e reveladora de uma grave e condenável postura paternalista e neocolonial».

Com alguma perspicácia, Bissau considera que estes incidentes não vão colocar em risco («embora nada ajudem») as boas relações com Portugal e com os portugueses, a quem «a Guiné-Bissau muito deve».

É certo que, por alegadamente atentar contra a Constituição, os quatro maiores partidos da oposição na Guiné-Bissau exigiram a demissão Kumba Ialá, tendo mesmo a Resistência da Guiné-Bissau (RGB) e o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), assinado um documento onde exigem a «renúncia» do chefe de Estado «à luz dos seus actos atentatórios da Constituição».

Mas será que isso legitima que, em Portugal ou qualquer outra nação, um ex-presidente da República e eurodeputado venha dizer que um presidente de outro país «é louco» ?

É verdade que esses partidos, juntamente com a Aliança Democrática (AD) e a Frente Democrática e Social (FDS), questionaram o comportamento e as atitudes de Kumba Ialá, dizendo que eles «são incompatíveis com a actual representação da chefia do Estado, permitindo suspeitar sobre a sua sanidade mental».

Mas será que isso legitima que, em Portugal ou qualquer outra nação, um ex-presidente da República e eurodeputado venha dizer que um presidente de outro país «é louco» ?

Registe-se, por último, que das muitas mensagens recebidas na nossa Redacção, a propósito desta polémica, ressaltam duas questões: Muitas dizem que Mário Soares tem razão e deve continuar a pôr o dedo na ferida, e muitas outras referem que Kumba Ialá faz bem em denunciar o neocolonialismo do ex-presidente da República portuguesa.

JORGE CASTRO

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