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Entrevista
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Nzita Tiago confirma apoio de Samakuva à luta da FLEC
- 5-Jun-2004 - 19:55
Nzita Tiago, líder de uma das facções que se bate de armas na mão pela independência de Cabinda, revelou uma inconfidência que pode criar embaraços ao presidente da Unita.
Apesar de não ter fornecido muitos detalhes, o que Nzita Tiago disse é, contudo, suficiente para que as autoridades angolanas compreendam que nunca poderão contar com a Unita nos planos e programas que giza para pacificar Cabinda.
Entrevistado pelo Clube K.Net., Nzita Tiago não foi abundante em pormenores, mas revelou que logo após a morte de Jonas Savimbi, a Flec recebeu de Isaías Samakuva, seu sucessor eleito, garantias da continuação do apoio que a Unita sempre prestou aos independentistas de Cabinda.
Nos vários anos em que se bateu contra o Governo angolano, a Unita nunca descurou apoios aos independentistas de Cabinda. O apoio era multiforme. Alem da ajuda financeira e material, a Unita treinou, durante vários anos, tropas que combatiam a presença de Angola naquele enclave.
Com o desarmamento da sua tropa, algo que aconteceu na sequencia dos Acordos de Paz assinados em 2002, aparentemente a Unita perdeu capacidade para continuar a assistir militarmente a rebelião armada cabindense.
Não tendo mais capacidade para apoiar militarmente os rebeldes cabindenses, infere-se que a continuação do apoio que Samakuva prometeu a Nzita Tiago pode ter, apenas, expressão financeira e político-diplomática.
Um dos areópagos mundiais onde as diferentes Flec`s se sentem mais à-vontade é Paris, a capital da França. E esta é exactamente um palco que a Unita conhece muito bem.
A inconfidência de Nzita Tiago pode criar alguns amargos de boca para Isaías Samakuva. È que alegando permanentemente graves dificuldades de tesouraria, a Samakuva não será fácil continuar a entreter os militantes e desmobilizados de guerra com conversas que não levam a lado algum, enquanto vai simultaneamente desviando recursos financeiros para uma causa em que, de certeza, a maioria da «tribo» da Unita não se revê.
Donde, a pergunta: Nzita Tiago é amigo de Samakuva ou da onça? Alem dos incómodos internos que a comprometedora inconfidência pode causar a Samakuva, doravante o Governo passará a olhar o presidente da Unita com uma justificada desconfiança.
O problema é este: o líder de um partido com as responsabilidades da Unita pode postular a divisão violenta do país? O que sucederia, em Portugal ou nos Estados Unidos, aos líderes políticos que defendessem a secessão dos Açores ou do Novo México?
São estas as perguntas que alguém tem de ser capaz de fazer a Isaaías Samakuva.
Fonte: Semanário Angolense/Club-K.ne

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