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Entrevista
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Ministro Pereira Silva encontra-se com empresários
- 25-Jun-2004 - 12:43
O ministro da Economia, Crescimento e Competitividade apresenta hoje aos empresários da ilha de Santiago, um conjunto de medidas económicas que deverão ser concretizadas a curto prazo, visando dinamizar a economia real e desenvolver o sector financeiro.
João Pereira Silva acredita que essas medidas, ou linhas de orientação, irão acelerar de forma acentuada os investimentos no turismo, indústria ligeira e exportação, transportes e infra-estruturas portuárias.
As associações empresarias sediadas na ilha de Santiago também estão optimistas quanto aos resultados da reunião mas, segundo o presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento, Orlando Mascarenhas, é preciso que se estabeleça um timming para que os projectos se materializem, porque, como diz, a situação dos operadores é complicada.
O encontro é organizado pelo Promex, em estreita colaboração com o gabinete do ministro e associações comerciais sediadas na Capital. Uma oportunidade que o governo esperava para expor aos operadores económicos as suas orientações de curto prazo para acelerar a economia real, a nível da microeconomia.
“Temos uma agenda económica, mas não está fechada. Estamos a dialogar com os empresários – brevemente teremos encontros similares em S. Vicente e Santa Catarina - e a receber contribuições”, afirmou.
João Pereira Silva afirma que a agenda económica do governo abarca desde a indústria ligeira à exportação, passando pelo turismo, transportes inter – ilhas, o sector portuário e o das pescas. Também serão efectuados investimentos nos aeroportos da Boa Vista e de São Vicente, planificadas mais infra-estruturas aeroportuárias em outras ilhas, a infra-estruturação de parques industriais em outras ilhas, a industria hotelaria também deve ser incrementada e valorizada.
O governo quer, com isso, agir no sentido de ultrapassar as dificuldades e bloqueios que entravam o desenvolvimento de Cabo Verde, isto é, desencalhar a economia.
Também o presidente da Câmara do Comércio, Indústria e Serviços de Sotavento, CCISS, mostra-se optimista porque, segundo ele, o encontro é resultado de visitas efectuadas por João Pereira Silva desde que assumiu o Ministério da Economia, Crescimento e Competitividade, durante as quais o governante inteirou-se da situação dos operadores e que desembocou na agenda a ser apresentada hoje.
Mas isso não significa que será um debate pacífico porque “os empresários e instituições responsáveis pelos agentes económicos pretendem retomar as questões ligadas ao desenvolvimento do sector privado.”
“Entendo – diz Orlando Mascarenhas - que o equilíbrio e o fortalecimento da economia passa pela criação de uma rede empresarial que abarque todos os sectores e tenha em vista o desenvolvimento de Cabo Verde”.
Para isso, de acordo com o Presidente da CCISS, o Estado precisa criar condições e infra – estruturas para que as iniciativas empresariais nascidas de parcerias ou joint-venture se efectivem.
A título de exemplo, Mascarenhas destaca a construção de portos e aeroportos, que são infra-estruturas que ultrapassam os empresários, mas que terão uma função dinamizadora do sector.
“É também verdade que os operadores e as associações empresariais terão de ter um papel pro-activo, para que as suas reivindicações cheguem ao governo. Mas também precisamos transformar as nossas ideias em propostas concretas”, referiu.
Antes, continua o presidente da CCISS, é preciso solucionar a questão dos financiamentos dos projectos privados e a capacitação dos recursos humanos.
Em relação ao financiamento dos projectos privados, é o próprio Orlando Mascarenhas a destacar o Programa Emergente da Holanda (PSOM), a perspectiva do Millenium Challenge Account (MCA) e as negociações em curso com as instituições financeiras internacionais para a abertura de linhas de crédito especiais para os empresários.
“O dossier financiamento dos projectos privados é, a nosso ver, uma mais valia e o mais importante no imediato. É reconfortante saber que os operadores têm à sua disposição uma linha de crédito para financiar os seus projectos, desde que cumpram determinados requisitos”, salientou.
Quanto à capacitação dos recursos humanos, prossegue, é um elemento importante e deve ser contemplado também pelo sector privado.
Neste capítulo em particular, Orlando Mascarenhas exemplifica com o turismo em Cabo Verde, que se quer de qualidade. É que, de acordo com o entrevistado, não é possível falar em turismo, e com qualidade, se as pessoas não estiverem devidamente capacitadas.
“É um problema que pode ser solucionado em concurso com o sector privado, isto é, independente da formação à nível da Educação. O sector privado, a sociedade civil e as organizações profissionais têm uma palavra a dizer no que toca à formação profissional. Vamos sensibilizar o governo para o apoio à formação através das instituições privadas”, concluiu.
Fonte: A Semana On Line

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