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  Cabo Verde
«País está farto de governantes incompetentes»
- 8-Jul-2004 - 14:33


O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau defendeu hoje que a população guineense "está farta de governantes incompetentes", que nunca assumem os erros nem as responsabilidades.


Numa entrevista publicada hoje no semanário independente "Gazeta de Notícias", o general Veríssimo Correia Seabra, cuja missão como CEMGFA terminou a 04 de Junho último, mas que se mantém no cargo não tendo ainda substituto nomeado, sustentou que houve muitos erros no passado e que as novas autoridades não podem cair na mesma armadilha.

"A Guiné-Bissau está farta de ter governantes incompetentes. Quando não fazem as coisas como devem ser, em vez de darem resposta para corrigirem o erro, entendem que os outros é que fizeram as coisas ao contrário, que não foram eles", afirmou Veríssimo Seabra.

O homem que liderou o golpe de Estado de Setembro de 2003, defendeu, por outro lado, que a situação nos quartéis na Guiné-Bissau melhorou significativamente desde que chegou ao cargo, em 1999.

"Depois do levantamento militar de 7 de Junho (de 1998 a 07 de Maio de 1999), os quartéis encontravam-se num estado degradante", realçou, lembrando que, agora, a situação está totalmente diferente e melhor.

No entanto, advertiu, cabe aos governantes definir o que se pretende para o Exército guineense, avisando que, na Guiné-Bissau, "faz a política quando se está seguro, pois, caso contrário, a política não se faz".

Nesse sentido, endossou um "recado" ao governo do Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), liderado por Carlos Gomes Júnior, enfatizando que todo o órgão de soberania nacional "deve entender que a defesa está em primeiro lugar".

"Se ninguém tem terra, liberdade, independência e sossego, não se faz política, não se governa um país. Para de poder governar em tranquilidade é preciso, em primeiro lugar, saber como estão as forças de defesa e de segurança", acrescentou.

Segundo Veríssimo Seabra, a reforma nas Forças Armadas, que contou com a ajuda de Portugal, está já totalmente concluída, embora seja um processo que não pára, uma vez que a sua reestruturação é permanente, "reajustada tendo em conta as várias condições em que o país se encontra".

"É preciso suportar a estruturação. Ela não se faz com casernas rebentadas, onde, quando chove, os soldados têm de ficar de pé, à chuva: As armas também têm de ser resguardadas da chuva e não colocadas em armazéns todos rebentados. Isto não é segredo para político nenhum, para governante nenhum", sublinhou.

Veríssimo Seabra, general de quatro estrelas, lembrou que, na Guiné-Bissau, tem sido a cúpula militar que tem "criado equilíbrios" na vida política do país, frisando que "ninguém do governo ou da política pensa nisso".

"A situação em que nos encontramos (grave crise económica e social) leva a que qualquer visitante estrangeiro que chega ao país ponha as mãos à cabeça e acabe por elogiar as Forças Armadas, por nunca ter visto iguais às nossas em todo o mundo", afirmou.

"Outros colegas meus até fizeram troça, mas acabam também por as elogiar. Os soldados passam fome, não recebem salários, nalguns casos há dez meses e estão sempre prontos para defender o país. É incrível, é incrível", insistiu Veríssimo Seabra.

É por essa razão que o CEMGFA, cujo substituto não foi ainda escolhido, volta a criticar os políticos, por não terem entendido que as Forças Armadas guineenses têm uma "total dedicação à causa nacional".

"Mas, infelizmente, até hoje, (os políticos) em vez de nos elogiarem, atacam-nos, dizendo mal de nós", observou.

Quanto ao seu futuro, Veríssimo Seabra, assumindo-se como "homem de acção", lembrou que tem 38 anos de serviço nas Forças Armadas e que não lhe passa pela cabeça ficar sem fazer nada.

"Posso trabalhar em qualquer organização, em qualquer função do Estado ou mesmo por conta própria, porque tenho conhecimentos suficientes para fazer qualquer trabalho", assegurou.

Afirmando sentir-se "muito feliz" por, após quase quatro décadas de serviço, poder agora "estar sossegado e pensar" na sua pessoa, Veríssimo Seabra slientou que existe uma carreira nas Forças Armadas na qual atingiu o topo.

"Há classes dentro das Forças Armadas. Quando se atinge o oficialato, a maior esperança é terminar como CEMGFA e eu atingi esses objectivos. Para mim é uma grande honra e orgulho ter conseguido alcançar este nível. Portanto, devo sair, ir para a reserva ou para a reforma, depende do que estiver na lei", sublinhou.

Veríssimo Seabra disse que os valores que defende não se coadunam com outra forma de encarar o eventual fim da sua carreira militar, realçando que não tem o "mínimo interesse em estrangular" qualquer processo dentro da legislação militar.


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