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Entrevista
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Santana apresenta amanhã nomes para o novo governo
- 11-Jul-2004 - 11:33
Jorge Sampaio vai ficar a conhecer as propostas para os principais pilares do remodelado executivo de Portugal
O líder do PSD, Pedro Santana Lopes, que é hoje à tarde indigitado primeiro-ministro pelo conselho nacional do partido, tenciona apresentar amanhã ao Presidente da República os principais nomes que irão integrar o seu Executivo, na audiência que manterá com Jorge Sampaio e na qual este, como anunciou anteontem à noite, o convidará formalmente a formar governo. Segundo colaboradores próximos do futuro primeiro-ministro, Santana irá levar a Belém "três ou quatro nomes", que incluirão o responsável pela pasta das Finanças, peça considerada importante no desenho do futuro Executivo e onde residia uma das principais preocupações de Sampaio.
No discurso que fez anteontem em que revelou ao país que não iria convocar eleições antecipadas, o Presidente da República enumerou quatro áreas onde irá estar particularmente atento e onde exigirá continuidade: finanças, política externa, justiça e defesa. Santana gostaria de comunicar a Sampaio os futuros titulares destas pastas, mas não é certo que os "três ou quatro nomes" correspondam a esta lista.
Para as Finanças, continuam a falar-se das mesmas figuras: Eduardo Catroga, António Borges e Mira Amaral.
Teresa Gouveia está a ser pressionada para ficar nas Necessidades, mas não deverá aceitar. O líder do CDS, Paulo Portas, poderá manter-se na Defesa.
O cavaquista Paulo Teixeira Pinto tem fortes possibilidades de integrar o futuro Executivo. Ex-secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e fervoroso apoiante de uma candidatura presidencial de Cavaco Silva é também próximo de Santana Lopes. Actualmente, é um alto quadro do grupo BCP, lugar que ocupa desde que saiu do governo em 1995. Céptico em relação à liderança de Durão Barroso, é apontado no meio social-democrata próximo de Santana como "um excelente nome" e o seu perfil indica que pode ser uma escolha para o ministério da Presidência.
Se isso acontecer, Nuno Morais Sarmento poderá transitar para uma pasta temática, como a Justiça ou o Ministério da Administração Interna.
O ministro-adjunto do primeiro-ministro, José Luís Arnaut, tem dado sinais de que gostaria de ir para o ministério das Obras Públicas.
Santana Lopes esteve ontem preocupado em acertar a orgânica do Governo, onde quer fazer algumas alterações. Na entrevista à RTP, já tinha dito que iria diminuir o número de secretarias de Estado e aumentar o dos ministérios, bem como mudar as pastas do CDS,
O que ontem era admitido, tanto no actual governo como dentro do PSD, era a separação do super-ministério das Cidades em dois, autonomizando o Ambiente. Na área da economia, poderá ser autonomizada a inovação tecnológica. A juventude poderia também ter mais relevo. Logo depois das europeias, Morais Sarmento anunciou que o Governo deveria dar mais atenção às áreas do ambiente e da juventude. Quanto à economia, Santana tem criticado muito este sector, que considera quase adormecido.
Governo em sete dias
No dia seguinte à decisão do Presidente, os dois líderes dos partidos que formam a coligação governamental parecem ter optado por algum recato. De manhã, Santana foi ao funeral de Henrique Mendes e, em seguida, foi passar a tarde com o seu pai. Também Paulo Portas terá optado pelo descanso.
A julgar pelas suas atitudes e também pela informação divulgada pelo gabinete do líder do CDS, Santana e Portas parecem querer evitar ao máximo a "chuva de nomes", que, como é natural, começa a haver. "O respeito pelas formas é muito mais profundo" do que parece, disse ao PÚBLICO um dirigente democrata-cristão, garantindo que está a haver um grande cuidado com o formalismo deste processo. Isto significa que não estarão a ser feitos convites formais por nenhum dos líderes dos dois partidos da coligação, o que só poderá começar a ser feito depois da indigitação de Pedro Santana Lopes como primeiro-ministro.
A não haver, como garantem, conversas de fundo sobre a formação do governo, os passos que estão a ser dados para a formação do novo executivo são, sobretudo, sondagens junto de algumas pessoas, feitas por elementos próximos de Santana Lopes. A expectativa é que o novo governo esteja pronto dentro de sete dias.
Fonte: Público/Eunice Lourenço, Helena Pereira
Foto: Lusa/Tiago Petinga

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