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Lula da Silva aposta forte na exploração do petróleo
- 26-Jul-2004 - 19:51
Embora tenha ficado de fora da primeira licitação para o início da exploração de petróleo, o Brasil vai assinar um protocolo de cooperação tecnocientífica na área petrolífera com São Tomé e Príncipe, durante a participação do Presidente Luís Inácio Lula da Silva na V Cimeira da CPLP.
S. Tomé está neste momento a licenciar blocos para a exploração, sendo já certas a participação das empresas americanas Exxon Móbil e a Chevron Texaco.
Brevemente, a fazer fé nas declarações do Presidente Fradique de Menezes, far-se-ão licitações de mais blocos, e o Brasil será um sério concorrente dos americanos, nigerianos, franceses, angolanos e portugueses, que já se mostraram interessados.
“O Presidente são-tomense já disse ao presidente Lula em Novembro e em entrevistas nos últimos dias que gostaria de ver a Petrobras participando das licitações para explorar petróleo no país,” diz na sua edição de segunda-feira o jornal brasileiro “Folha de S. Paulo”.
Para já, a Agência Nacional de Petróleo do Brasil vai ajudar São Tomé e Príncipe a regulamentar o sector, e o Presidente Lula vai anunciar nesta segunda-feira a afectação de 650 mil dólares para que isso aconteça.
“Mas o interesse manifestado por empresas estatais chinesas em se associarem à Petrobras para explorar o Golfo da Guiné – revela a “Folha” – reacende em São Tomé as esperanças de ver a empresa brasileira actuando no país”.
O potencial petrolífero do Golfo da Guiné é calculado em cinco bilhões de barris.
Além de doar 500 mil dólares para ajudar na preparação da V Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, Lula da Silva vai ainda afectar montante igual a projectos nas áreas da saúde, educação, desporto e agricultura em S. Tomé.
Aliás, pela primeira vez, o Brasil tem uma participação destacada numa cimeira da CPLP, confirmando a África como área prioritária da política externa brasileira, sobretudo os países de língua portuguesa. É que o Brasil conta com o apoio da CPLP na sua pretensão a uma futura vaga de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
Outra visita oficial de Lula da Silva que indicia o olhar sobre a “agenda petróleo” é aquela que o Chefe de Estado brasileiro fará ao Gabão, antes de aterrar em Cabo Verde, na terça-feira.
O interesse pelo Gabão é abertamente económico. A Companhia Vale do Rio Doce já tem um grande investimento nesse país. Daqui a três anos, quando o projecto estiver em operação, deve dobrar a produção de manganésio do Gabão e torná-lo líder mundial na exportação desse minério.
O país também tem importantes jazidas de minério de ferro e bauxita. O Gabão é membro da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), um mercado de 118 milhões de habitantes.
Governo electrónico, telecentro na Biblioteca Nacional, perdão da dívida, projectos de educação e saúde, a Ordem de Mérito de 1º Grau Amílcar Cabral, o discurso enaltecendo a figura do Fundador da Nacionalidade e os empresários que fazem parte da delegação, tudo leva crer que, em Cabo Verde, Lula da Silva indagará sobre o “dossier petróleo”, cuja existência foi confirmada por José Maria Neves no ano passado.
Não passará também despercebida para a Petrobras, a maior petrolífera brasileira, que nas águas profundas da zona económica exclusiva de Cabo Verde, na linha fronteiriça entre o arquipélago, a Mauritânia e o Senegal, a existência do crude é quase uma certeza. Pelo menos, é o que se propala em Nuaquechote, em Houston e em Londres…
Fonte: Paralelo 14

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