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Pânico dos Jornalistas faz rejubilar de prazer produtores de conteúdos
- 12-Aug-2004 - 0:02
Caso das cassetes “roubadas” veio demonstrar que muita coisa tem de mudar... também na Imprensa portuguesa
Um jornalista do Correio da Manhã queixou-se, na semana passada, de que lhe terão sido roubadas cassetes com diversas entrevistas, no âmbito da sua investigação sobre o processo Casa Pia. As cassetes terão chegado a outras redacções e a meios judiciais. A divulgação desses registos por outros Órgãos da Comunicação Social (OCS) é, do ponto de vista jornalístico, um crime. Isso não impediu que a revista Focus se preparasse para as divulgar (no que foi impedida pelo tribunal) e, mais tarde ou mais cedo, outros vão dar público conhecimento das conversas. A razão é simples: são poucos os OCS que ainda são feitos por Jornalistas.
Por Carlos Dias Abreu
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) de Portugal apelou à não divulgação das gravações que terão sido roubadas a um jornalista do Correio da Manhã, o que constituiria uma invasão do sigilo profissional.
Esquece-se o SJ de perguntar se, de facto, as cassetes foram roubadas. Já alguém comparou as muitas cópias que por aí andam com os originais? Não serão as supostas cópias uma outra forma de originais divulgadas com conta, peso e medida por quem preparou a cama ao ex-director nacional da Polícia Judiciária?
O SJ alerta que as gravações (algumas sem consentimento dos entrevistados) "constituem material legalmente protegido pelo sigilo profissional do jornalista". Assim é, de facto e de jure, para os Jornalistas, mas não para os produtores de conteúdos que inundam as Redacções e que não estão sujeitos a nenhum código deontológico, moral ou ético.
"A realização e a disseminação de cópias - integrais ou parciais - constitui uma intolerável invasão do sigilo profissional do jornalista", alerta o Sindicato, mais uma vez preocupado com o acessório sem cuidar do essencial.
A publicação de tais cópias ou a identificação de pessoas, sem autorização expressa do seu autor e dos seus interlocutores, "representa uma inaceitável devassa do sigilo jornalístico", prossegue o SJ e, mais uma vez, remete-se para a beira da estrada quando deveria preocupar-se com a estrada da Beira. Ou seja, o sigilo profissional não existe enquanto trabalharem lado a lado, cobertos pelo mesmo manto diáfano, Jornalistas e assalariados para quem vale tudo.
O SJ admite qualquer investigação judicial mas já não aceita que a mesma transforme o caso "numa desenfreada caça às fontes confidenciais de informação, e faça resvalar um grave incidente de violação de sigilo profissional para um ajuste de contas, em degradante gáudio para curiosos".
Se quem não deve não teme, o SJ deve estar à vontade para aceitar que os que defendem as ideias de poder e não o poder das ideias façam a caça que quiserem. Desde logo o Sindicato sabe que, afinal, essa caça é praticada todos os dias em muitos OCS por aqueles que trabalham ao lado dos Jornalistas e que, por ordem dos chefes, fazem tudo para subir na carreira fabril em que transformaram a Imprensa (lato sensu) portuguesa.
A direcção do Sindicato apela assim a todos os jornalistas que eventualmente tiveram acesso às gravações para que não as publiquem. Quando se chega a este ponto, quando é preciso apelar aos jornalistas para que sejam Jornalistas, está tudo dito.
"Não faças aos outros aquilo que não gostavas que te fizessem a ti. Nenhum de nós gostaria que alguém chegasse ao nosso material e o divulgasse", disse o presidente do Sindicato, Alfredo Maia. Só faltou ao presidente do SJ acrescentar: “olhem para o que eu digo e não para o que eu vejo todos os dias fazerem”.
O caso das gravações, que contêm conversas com diversas fontes, levou à demissão do director nacional da PJ Adelino Salvado, alegadamente um dos contactados pelo jornalista do Correio da Manhã.

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