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Entrevista
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Adelino Salvado diz que vai assumir responsabilidades
- 14-Aug-2004 - 12:43
O ex-director nacional da Polícia Judiciária, Adelino Salvado, garante que não violou o segredo de justiça no âmbito do processo Casa Pia porque nunca teve contacto com o processo e diz que a sua saída da PJ se deve ao sentimento de falta de confiança política por parte do Governo.
Na esteira do caso das cassetes alegadamente furtadas ao "Correio da Manhã", Adelino Salvado afirma que vai assumir responsabilidades pelo que fez.
Em entrevista ao "Expresso", Adelino Salvado frisa que "nunca" violou o segredo de justiça no âmbito do processo de pedofilia Casa Pia e deu apenas "palpites". "Em relação ao processo Casa Pia, eu só posso falar como certamente todos falarão com os seus amigos: dando palpites, fazendo interrogações e até dando o seu parecer, mas não fundamentado em factos ou provas", afirma.
Adelino Salvado, que se demitiu na sequência do escândalo das cassetes alegadamente furtadas ao jornalista do "Correio da Manhã" Octávio Lopes, assume ter falado com o jornalista sobre o ex-líder do PS Ferro Rodrigues, mas garante que desconhecia que a conversa estava a ser gravada. O magistrado diz que considerou como "amigo" o jornalista do "Correio da Manhã" e adianta que não vai processar o repórter, porque Octávio Lopes "já está mais do que penalizado, com reflexos em todo o mundo do jornalismo".
O juiz desembargador vai assumir responsabilidades "exactamente" pelo que fez e, confessando que já ter ouviu algumas das gravações alegadamente furtadas ao jornalista, diz que as conversas foram manipuladas. "O que ouvi são coisas seleccionadas. Por isso digo que é um discurso truncado e trabalhado, com excertos cortados e depois colados. Basta extrair uma frase do contexto, para alterar completamente o sentido", justificou.
Sobre a sua saída, o ex-director nacional da PJ reitera ter sentido falta de apoio por parte do Ministério da Justiça e considerou que há muito estava em curso "uma campanha de decapitação da PJ". Adelino Salvado diz que se sentia "persona non grata" e justifica a sensação de falta de apoio com o desinteresse manifestado pela nova equipa do Ministério da Justiça na preparação do Orçamento para 2005 da PJ.
"Está-se a preparar o Orçamento e há seis ou sete prioridades muito importantes, para serem executadas em 2005. Não senti o mínimo interesse da nova equipa do Ministério da Justiça", afirmou o juiz- desembargador. "Tive muito pouco tempo para contactar com o novo gabinete, mas senti essa paralisia que já referi", reafirma hoje nas páginas do semanário.
Adelino Salvado diz mesmo que há muito tempo estava em curso "uma campanha de decapitação da PJ" e que a sua demissão foi "engendrada no «timing» adequado": "uma campanha orquestrada, executada cronologicamente num crescendo, é algo devastador. Ou há um apoio político fortíssimo ou, deixando-se larvar, como se deixou, o fim é fatal". Questionado sobre a reacção do ministro Aguiar Branco à carta de demissão, respondeu: "Chamou-me ao gabinete e disse-me que não esperava senão isso da minha parte, mas que não era o momento para eu ir embora".
Fonte: Público

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