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using defalts layout "O Brasil em momento algum cogitou colocar em risco a construção de uma fábrica de medicamentos anti-retrovirais em Moçambique e mantém o seu compromisso com o governo daquele país africano", lê-se num comunicado divulgado pelo programa brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis/SIDA (DST/SIDA).
A nota, assinada pelo director do programa, Pedro Chequer, ressalta alguns passos que devem ser cumpridos para a realização do projecto, como o "estudo de viabilidade económica e custo/benefício e a avaliação de sustentabilidade da iniciativa".
Pedro Chequer disse ainda que é necessário também um projecto detalhado de obras civis e de instalação tecnológica.
A realização do projecto passa ainda pela identificação de fontes de financiamento da fábrica industrial e da sua manutenção a curto, médio e longo prazos.
O director do programa DST/SIDA informou que na última missão brasileira a Moçambique, em Junho de 2004, foi discutida "uma proposta que envolve a implantação da iniciativa em um processo modular".
O processo passaria pela instalação de um laboratório de controlo de qualidade não apenas para anti-retrovirais, mas para um grande número de medicamentos, segundo as necessidades de Moçambique.
"A ampliação da fábrica inicial estaria na dependência dos resultados dos estudos acima referidos, uma vez que o controlo de qualidade de medicamentos é uma actividade que poderá ser implementada independentemente da produção local de drogas", afirmou Pedro Chequer.
O responsável pelo programa brasileiro reiterou, contudo, que "serão feitos todos os esforços" para que seja cumprido o compromisso firmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na visita que efectuou a Moçambique, em Novembro do ano passado.
Pedro Chequer reconheceu que o tratamento que o Brasil garante a 100 moçambicanos portadores do HIV "não gera um impacto significativo sobre a epidemia do ponto de vista de redução da mortalidade".
"Entendemos que solução definitiva para Moçambique repousa na acção do governo, segundo o estabelecido no Plano Estratégico Nacional (de combate à Sida)", referiu o epidemiologista.
O programa moçambicano contra a SIDA, concluído recentemente, prevê o acesso progressivo ao tratamento anti-retroviral, podendo beneficiar oito mil pacientes em 2004 e 130 mil pacientes ao final de 2008.
"O Brasil mantém o seu compromisso de apoiar e cooperar com o governo de Moçambique no fortalecimento da capacidade instalada, na formação de pessoal técnico, intercâmbio de experiências e de colaborar na busca de alternativas para a inclusão de novos profissionais na rede pública", garantiu Pedro Chequer.