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Entrevista
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Novo director da OMS quer aumentar recursos financeiros para a saúde
- 6-Sep-2004 - 14:54
Luís Gomes Sambo, o novo director regional da OMS para África, apontou hoje como principal objectivo do seu mandato o aumento dos recursos financeiros para o sector da saúde, tendo em vista melhorar os serviços prestados e combater as principais doenças.
"O ideal seria que pudéssemos atingir, pelo menos, anualmente 1.000 dólares por habitante em termos de financiamento da saúde. É necessário aumentar substancialmente o investimento no sector da saúde", frisou hoje o médico angolano, eleito no final da semana passada para o mais alto cargo da Organização Mundial de Saúde (OMS) no continente africano.
Numa entrevista concedida à emissora estatal angolana, Luís Gomes Sambo recordou que, em África, as verbas para a saúde se situam actualmente entre "quatro e treze dólares" por ano e por habitante, quando nos países desenvolvidos atinge entre 2.000 e 4.000 dólares.
"Vamos dialogar com os governos para aumentar os serviços de saúde, vamos apresentar dados que lhes permitam compreender que, sem mais recursos financeiros no sector da saúde, não será possível melhorar os actuais indicadores nesta área", salientou.
Para o novo director regional da OMS em África, o reforço do sistema de saúde é uma das prioridades, tendo em vista criar condições para que possam "responder de forma mais eficaz às necessidades das populações".
A luta contra a SIDA é outra das prioridades do seu mandato, defendendo a necessidade de "insistir na prevenção como arma principal", mas também a importância de "aumentar o acesso das populações ao tratamento com anti-retrovirais".
"É necessário um maior financiamento porque os medicamentos têm o seu custo, mas também porque é preciso melhorar o sistema de prestação de cuidados para que os doentes possam ser examinados devidamente e tudo isso custa dinheiro", afirmou.
A elevada taxa de mortalidade materno-infantil que se regista no continente africano é outra das preocupações do novo director regional da OMS, para quem este problema "é um dos maiores dramas de África".
Em média, registam-se no continente cerca de 1.000 mortes por cada 100 mil nados vivos, o que representa uma das mais altas taxas a nível mundial.
"A mortalidade materna está relacionada com factores intrínsecos, como o estado da grávida, mas também com factores externos, relacionados com sectores a que se deveria prestar maior atenção para que as grávidas pudessem beneficiar de melhor atenção pré- natal e durante o parto", defendeu.
Nesse sentido, referiu a necessidade de serem melhoradas as comunicações e os transportes, porque "uma das razões da alta mortalidade materna no continente está relacionada com o facto de as grávidas que habitam nos locais mais remotos não terem meios de transporte para chegar aos hospitais e aos centros de saúde onde podem encontrar os cuidados que necessitam".
Luís Gomes Sambo admitiu não ser viável exigir um volume de investimentos que permita dotar todas as localidades com uma unidade de saúde, mas frisou que "é necessário criar meios que permitam à grávida ter acesso aos locais onde existem cuidados de saúde".
"Há distâncias que são razoáveis, como 10 quilómetros, mas muitas vezes, em África, as grávidas têm que percorrer 50, 100 ou mesmo 200 quilómetros para chegarem a um local onde possam ter um parto seguro", salientou.
Para o novo director regional da OMS em África, os problemas do sistema de saúde no continente estão relacionados com os níveis de desenvolvimento.
"A saúde é uma condição para o desenvolvimento mas também é uma resultante do desenvolvimento", argumentou, insistindo em que os governos "devem contribuir para uma população mais sã".
"A saúde não depende apenas dos ministérios, dos hospitais ou dos medicamentos, também depende de muitos outros factores, como a qualidade da habitação, do meio ambiente, da alimentação e do ensino", frisou.
Para Luís Gomes Sambo, "é preciso olhar para o sector da saúde como um contribuinte para o desenvolvimento socio-económico".
O médico angolano Luís Gomes Sambo, 52 anos, foi eleito quinta- feira para o cargo de Director Regional para África da Organização Mundial de Saúde.
A eleição decorreu numa reunião em Brazzaville, capital da República do Congo, tendo Luís Sambo obtido 32 votos entre 45 possíveis.

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