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Entrevista
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Santana Lopes diz que há grandes oportunidades para os dois países
- 10-Sep-2004 - 18:31
O primeiro- ministro português, Santana Lopes, disse hoje em entrevista ao jornal O Globo que existem grandes oportunidades para os portugueses no Brasil e para os brasileiros em Portugal.
"Penso que para o Brasil não é um factor a ser negligenciado ter boas relações com Portugal, principalmente agora que temos um presidente da Comissão Europeia português", assinalou.
Santana Lopes, que terminou quinta-feira uma visita oficial ao Brasil, considerou que, os dois países têm um presente e um futuro que são um grande desafio, "quer na parte económica, quer até nesta nova fase dos movimentos migratórios em Portugal".
"Sabemos que temos o dever de receber bem os brasileiros que tão bem nos receberam durante décadas", destacou o primeiro-ministro, admitindo que existe uma burocracia mais demorada que o desejável das duas partes para a legalização dos brasileiros em situação irregular em Portugal.
Santana Lopes referiu-se na entrevista à polémica sobre a sua nomeação para primeiro-ministro (sem eleições) considerando que essa fase "vai estar tanto mais ultrapassada quanto melhores forem os resultados da estabilidade política".
"Neste momento, o principal partido da oposição - o Partido Socialista - está numa fase especial. Escolhe uma nova liderança, há algo confuso lá dentro. (...)Por isso, quando me pergunta se já está ultrapassada a fase de maior tumulto depois da entrada em funções deste governo, tenho que dizer que sim", afirmou.
Santana Lopes assinalou ainda que o presidente da República, Jorge Sampaio, tomou a decisão de o nomear no sentido de garantir estabilidade em Portugal e não ir para eleições.
"Sou um político que gosta de disputar eleições.
Agora o interesse de Portugal é a estabilidade. E o dever acho que é conciliar para que houvesse estabilidade política, até porque há maioria no Parlamento", sublinhou.
Sobre o apoio de Portugal aos Estados Unidos na guerra contra o Iraque, Santana Lopes afirmou que a decisão foi tomada no sentido de "remover uma ditadura".
"Não somos aliados para fazer a guerra. Fomos aliados para remover uma ditadura", disse.
O primeiro-ministro admitiu ainda que "o processo teve muitas vicissitudes" e que "alguns pressupostos da acção que foi desencadeada não estão confirmados".
"Agora, no presente e no futuro trata-se de actuar no quadro da ONU. O que diz o meu governo é que devemos actuar nesse quadro, ter sempre esta legitimidade. Espero que agora seja conseguida a paz. Não vai ser fácil, no Iraque", destacou.
O governante lembrou ainda que Portugal tem forças de segurança militarizadas - a Guarda Nacional Republicana - no Iraque, que contribuem para manter a ordem e a segurança em Nassiriya.
"Temos compromissos com a presença deste contingente até Novembro e há eleições (no Iraque) em Janeiro. Estamos a tratar de ver quando o contingente regressará, mas regressará após termos honrado os compromissos assumidos", garantiu Santana Lopes ao jornal Globo.

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