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  Cabo Verde
«Amilcar Cabral era grande demais para poder continuar vivo»
- 11-Sep-2004 - 14:36


O ex-presidente da Assembleia da República portuguesa Almeida Santos considerou que Amilcar Cabral, considerado o "pai" das independências de Cabo Verde e Guiné- Bissau e assassinado em 1973, era "grande demais" para poder continuar vivo.


Almeida Santos, um dos conferencistas convidados para o II Simpósio Internacional Amilcar Cabral, que começou na quinta-feira, justificou a afirmação sublinhando que o fundador do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) era "um dos motores da libertação de África".

"Amilcar Cabral era grande demais para poder continuar vivo, grande a luz que espargia e grande a sombra que projectava (...) Não era apenas a inspiração, a alma e a força impulsiva da independência da Guiné e Cabo Verde, era também um dos motores de todo o continente africano", disse.

Cabral foi assassinado a 20 de Janeiro de 1973, na Guiné- Conacry, em circunstâncias por esclarecer, escassos meses antes da declaração unilateral da independência da então Guiné-Portuguesa, hoje Guiné-Bissau, proferida pelo PAIGC, partido que fundou.

Segundo Almeida Santos, é por Cabral ter sido "grande demais" que hoje, "quando procuramos responsáveis pela sua morte, encontramos tantos que não somos capazes de, com segurança, seleccionar nenhum".

Esta declaração de Almeida Santos surge numa altura em que Cabral completaria 80 anos no próximo dia 12, último dia do simpósio que decorre na capital cabo-verdiana, Cidade da Praia, e quando a questão da sua morte ganha nova actualidade em discussões tanto em Cabo Verde como na Guiné-Bissau.

"A lógica dos privilégios inconfessáveis que ele combateu é uma hidra de muitas cabeças. Qual ou quais delas accionaram a vontade que puxou o gatilho?", questionou Almeida Santos.

O político português, que em 1974/75 dirigiu negociações sobre a descolonização com os diferentes movimentos independentistas das ex- colónias portuguesas, deixou um profundo elogio a Cabo Verde ao considerar que este país, "a ex-colónia mais pobre em recursos naturais".

"Cabo Verde faz lembrar o milagre dos pães, da ex-colónia mais pobre em recursos naturais (...) é o único Estado nascente do antigo espaço colonial português que, longe de regredir, progrediu. Longe de parar, avançou. Longe de marcar passo, evoluiu", sustentou.

Recorrendo a uma metáfora temporal, Almeida Santos afirmou estar "certo" que "ainda hoje é ele - Amilcar - que preside às assembleias em que o futuro de Cabo Verde se decide. Talvez seja esta uma das explicações possíveis da exemplaridade com que os dirigentes cabo-verdianos têm sabido gerir as dificuldades da independência".

O político português deixou um aviso à navegação a África, continente que, no seu entender "assimilou o modelo económico liberal num momento histórico que pode ser o da sua morte anunciada às mãos de um processo civilizacional que galopa: a irreversível globalização".


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