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  Cabo Verde
Onésimo contra o tratamento dado por Portugal aos cabo-verdianos
- 11-Sep-2004 - 17:39


O embaixador cabo-verdiano em Lisboa afirma-se contra a atitude alegadamente discriminatória existente em Portugal em relação aos cidadãos africanos, em detrimento dos brasileiros e dos emigrantes da Europa do Leste. Segundo Onésimo Silveira, ao contrário do passado em que os cabo-verdianos eram vistos como uma comunidade, hoje são tratados como uma “minoria étnica”, algo que não fica bem ao passado histórico de Portugal no seu relacionamento com a África.


Esta ideia foi ontem expressa por Onésimo Silveira durante a sua intervenção no Simpósio Internacional Amílcar Cabral, que decorre na cidade da Praia para assinalar os 80 anos de vida do fundador do PAIGC.

Abordado por ‘A Semana Online’, Silveira explicou que o termo etnia, “sociologicamente, é uma palavra nobre, mas politicamente é uma palavra muito inviezada, de muitos pontos de vista. Etnia era a maneira como nós éramos tratados, de uma maneira geral, enquanto povos colonizados”.

Para Silveira, basta ver como são tratados os brasileiros e os emigrantes do Leste europeu, “a quem atribuem a honrosa designação de comunidades”, enquanto “os africanos são catalogados como minoria étnica”.

“Cabo Verde é um país de cidadãos, eu represento um Estado de direito, ao mesmo título que os brasileiros, que os países do Leste. Por isso eu não aceito este tipo de discriminação”, adverte.

Onésimo Silveira recusa, contudo, que haja da parte dos portugueses um laivo de racismo quando encaram os cidadãos africanos como uma minoria étnica. “Eu seria a última pessoa a acusar os portugueses de racismo, porque penso que Portugal tem um percurso histórico que lhe permite compreender, mais que qualquer outro povo europeu, a questão dos africanos e dos asiáticos”.

Silveira admite, no entanto, haver um certo de “expedientismo político” que leva a esse tipo de comportamento. Referindo-se ao caso concreto dos cabo-verdianos, sua preocupação primeira, enquanto embaixador de Cabo Verde em Portugal, ele afirma: “Nós não compreendemos porquê que haveríamos de ser tratados como minoria étnica repentinamente, quando, desde a independência, fomos sempre tratados como comunidade”.

Silveira critica ainda a existência em Portugal de uma Autoridade destinada a cuidar das minorias étnicas, uma espécie de “cesto”, segundo ele, onde se mete todos os africanos, “mas não metem os cidadãos dos países do leste”. Para o embaixador cabo-verdiano, pela sua história, Portugal ainda está a tempo de mudar a sua política para as comunidades africanas.

Fonte: A Semana


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