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  Cabo Verde
Se não tiver sal iodado em casa, ponha um decreto-lei na panela
- 23-Sep-2004 - 19:04


O sal de cozinha desapareceu, momentaneamente, do circuito comercial da Praia, deixando por alguns dias as donas de casa desorientadas. Foi uma dieta alimentar forçada e um paradoxo, já que o arquipélago é um produtor de sal por excelência.


Sabe-se que a escassez foi provocada por falta de iodo, um mineral sobretudo de origem marinha, que deve ser misturado ao sal para o combate ao bócio e outras necessidades básicas, mas nunca provocar a ruptura do produto.

À Direcção-Geral do Comércio tinha-lhe passado despercebida esta carência de sal no mercado local e ainda desconhece qual a quantidade do sal produzido localmente. A olho nu, correndo mesmo o risco de especular, já que nos foi impossível colher dados concretos, a maior parte do sal consumido em Cabo Verde é de produção local, sendo uma pequena importada, principalmente o conhecido sal fino da mesa.

A adição do iodo ao sal é obrigatória pela lei cabo-verdiana e o sal só pode ser comercializado se possuir uma etiqueta de qualidade que o identifique como contendo iodo. Um decreto-lei de 2002 impõe a obrigatoriedade do consumo do sal iodado, ao determinar que “o sal destinado ao consumo humano ou animal, produzido localmente ou importado, deve ser iodado antes da sua disposição à venda no território nacional, ou sua exportação ou reexportação”.

Na opinião dum conhecido comerciante da praça, fazem-se leis em Cabo Verde sem se ter em conta a sua aplicabilidade. “Esta questão do sal iodado coloca uma questão pertinente. Desconhece-se qual a autoridade que controla e quem certifica a qualidade do produto. Por isso, chega-se a este ponto a que chama de ruptura, pois o mercado fica sem o sal iodado ou o natural por imposição da lei. Outra questão que coloca é o problema dos custos, que tudo deixa a entender que não foi equacionado.”

Segundo informações recolhidas aqui e acolá – na ausência de um interlocutor que explique a situação e, se existe, desconhece-se qual é o organismo –, foi a falta de iodo artificial em Cabo Verde para ser adicionado ao sal que levou a que este produto faltasse no mercado praiense. Esta adição de iodo ao sal deve-se a um entendimento entre os produtores locais e o Ministério de Saúde, que pretende combater o bócio (desenvolvimento do papo) e compensar a falta deste mineral no organismo do cabo-verdiano.

Na altura da ruptura, há pelo menos cinco dias, só havia sal iodado armazenado nas cantinas do Instituto Cabo-verdiano de Acção Social Escolar (ICASE), assegurado pelo Programa Mundial para a Alimentação (PAM).

Informações dão conta de que se encarou a possibilidade de recorrer a este “oásis” até à solução do problema. Tudo leva a crer que tal não sucedeu e não se sabe em concreto se o problema foi solucionado de todo, embora, pela conversa mantida com alguns comerciantes, ainda permaneça o cerne da questão.

Apesar de o iodo se encontrar também nos alimentos de origem animal e vegetal é em pequena percentagem, e o facto de as águas da chuva, na sua caminhada para o mar, arrastar consigo o iodo contido no solo torna ainda mais pobre a presença do mineral nos alimentos animais e vegetais em Cabo Verde.

Segundo profissionais da saúde, a falta de iodo no organismo pode trazer consequências muito graves para a saúde, provocando danos irreversíveis nos músculos, coração, fígado, rins e cérebro, e tendo influência no nascimento prematuro das crianças, abortos, infertilidade, dificuldades de aprendizagem das crianças, indisposição e cansaço físico, entre outros.

Fonte: Paralelo 14/António Tavares



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