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  Cabo Verde
Subida dos preços dos combustíveis gera contestação
- 4-Oct-2004 - 19:30


A subida do preço dos combustíveis, decretada pelo Governo guineense em meados de Setembro último, está a gerar uma onda de contestação da parte dos sindicatos afectos aos transportes públicos.


Os sindicatos alegam que o aumento vai fazer disparar a inflação na Guiné-Bissau.

O Governo decretou, face ao aumento dos preços do crude nos mercados internacionais, que o preço da gasolina subisse 6,12 por cento e o do gasóleo 7,36 por cento.

Criou, juntamente com a principal central sindical do país, a União Geral dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), uma "comissão de seguimento da evolução dos preços dos produtos de primeira necessidade".

Os preços dos combustíveis, aumentados a 14 de Setembro último, um ano depois do golpe de Estado, subiram, no caso do gasóleo, de 325 francos CFA/litro (0,49 euros) para 350 francos CFA (0,53 euros), e, no da gasolina, de 571 francos CFA (0,87 euros) para 606 francos CFA (0,92 euros).

No entanto, o presidente da Associação dos Transportadores (Astra), Jorge Gomes, acusou hoje que o executivo de Carlos Gomes Júnior de estar a aproveitar-se da "desorganização existente" no sector para aumentar os preços, que terão de reflectir-se nos consumidores.

Segundo Jorge Gomes, os aumentos dos combustíveis vão fazer subir o custo as tarifas nos transportes públicos em cerca de 30 francos CFA (0,04 euros), o que inviabilizará a existência de trocos (só há moedas a partir de 50 francos), o que irá causar graves problemas às empresas.

A título de exemplo, indicou que os transportes públicos que fazem a ligação de cerca de 150 quilómetros entre Bissau e Bafatá, por causa dos trocos, levarão a que as empresas percam, mensalmente, 267.480 francos CFA (408,36 euros).

"Por ano, custará 3.209.760 francos CFA (4.900,39 euros). E isto é só para a ligação entre Bissau e Bafatá. E o resto?", questionou, lembrando que a Astra conta com cerca de 2.000 associados e que já pagam anualmente 150.000 francos CFA (229 euros) de contribuição industrial, além dos custos das licenças individuais.

Por seu lado, a presidente do Instituto da Previdência Social (IPS), Ana Maria Mota, também veio hoje a terreiro criticar os recentes aumentos dos combustíveis, lembrando que as duas ambulâncias de que a instituição dispõe ficam frequentemente avariadas devido ao mau estado das estradas e ao elevado preço das peças sobressalentes.

"Por isso, somos obrigados a recorrer ao aluguer dos transportes públicos para deslocar os doentes. Em qualquer parte do mundo, quando se pagam impostos, há sempre alguma contrapartida. Pagamos impostos mas estes não revertem na melhoria das estradas", afirmou.

"Preocupação" foi a palavra mais utilizada pelo secretário nacional para a organização sindical da UNTG, Umaro Sanhá, adiantando que o tecido social "vai ser afectado", pois a população, já com poucos rendimentos e com salários em atraso, vai ver não só aumentos nos transportes públicos como nos produtos de primeira necessidade.

Desejado Lima da Costa, secretário-geral da UNTG, eleito deputado nas eleições de Março último pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e cabo Verde (PAIGC, no poder), esclareceu que o executivo vai tomar em conta uma série de propostas avançadas pela central sindical fará diminuir o impacte dos aumentos.

Segundo Lima da Costa, o governo vai analisar, já na próxima reunião de Conselho de Ministros, no decorrer desta semana, a possibilidade de criar medidas compensatórias, nomeadamente o início do pagamento dos 12 meses de salários em atraso na Função Pública, acumulados pelos governos anteriores.

"Propusemos também uma solução que passa pelo apoio à assistência médica e medicamentosa aos funcionários públicos, além da comissão de seguimento da evolução dos preços dos produtos de primeira necessidade", sublinhou o dirigente sindical.

Lima da Costa acrescentou que o governo deu garantias de que tudo fará para evitar o disparo dos preços dos bens de primeira necessidade que, até agora, se têm mantido inalteráveis.


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