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  Cabo Verde
«Insubordinação militar tem contornos políticos», diz o primeiro-ministro
- 6-Oct-2004 - 15:07


O primeiro-ministro guineense afirmou que a Guiné-Bissau foi palco hoje de madrugada de uma insubordinação militar orquestrada por "certos círculos políticos" do país, acrescentando que o caso está ainda a ser apurado.



Na primeira declaração aos jornalistas sobre os acontecimentos de hoje de madrugada e manhã na capital guineense, Carlos Gomes Júnior afirmou desconhecer quem está por detrás dos militares e adiantou que decorre, neste momento, uma reunião entre o ministro dos Negócios Estrangeiros, Soares Sambu, e os militares revoltosos, mediada pelo representante da ONU em Bissau, o moçambicano João Bernardo Honwana.

Segundo Carlos Gomes Júnior, os militares envolvidos nas movimentações registadas em Bissau pertencem ao contingente guineense que participou, no início deste ano, na missão de paz da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) na Libéria, que exigem o pagamento de salários.

No entanto, esclareceu, há militares que estão a ser instrumentalizados por forças políticas que perderam as eleições legislativas de Março deste ano.

"Vocês sabem de quem se trata e são os jornalistas que estão a dizer que é o PRS (Partido da Renovação Social, fundado pelo presidente deposto no golpe de Estado de 14 de Setembro de 2003)", respondeu Carlos Gomes Júnior à questão posta pela Agência Lusa sobre se é esta a força política que está por trás da "insubordinação".

O chefe do executivo de Bissau salientou que existe um "equívoco", provocado pela "falta de circulação de informação" entre as chefias militares, pois desde 16 de Agosto último que a classe castrense sabe que as Nações Unidas, através do Gabinete da ONU para o Apoio à Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNOGBIS), comunicaram que os últimos pagamentos só seriam efectuados ao longo deste mês (Outubro).

"O dinheiro (da ONU) ainda não chegou ao Tesouro e, como tal, não começámos a pagar aos militares que estiveram na Libéria. No entanto, desde sexta-feira passada que estamos a pagar os ordenados de Setembro aos militares", salientou Carlos Gomes Júnior.

Carlos Gomes Júnior adiantou ainda que está a aguardar pelo regresso da delegação do governo reunida no Quartel-General para seguir, de imediato, para a presidência da República, onde se reunirá com o chefe de Estado, Henrique Rosa, na presença de alguns chefes militares.

A situação em Bissau está calma e a população circula nas ruas, onde o comércio continua de portas abertas. O único estabelecimento encerrado é o Banco da África Ocidental (BAO, o único comercial no país).

Até agora, não há quaisquer indicações de que a "insubordinação" se tenha alargado a outras zonas do país.

A Lusa falou ao telefone com fontes militares nos aquartelamentos de Mansoa e Bafatá, que indicaram desconhecer o que se estava a passar em Bissau.

"Durante esta madrugada houve uma movimentação militar cujos propósitos ainda não estão definidos e estamos a aguardar o resultado das negociações que estão a decorrer no Estado-Maior das Forças Armadas. A mensagem que enviamos foi de total disponibilidade para o diálogo, para identificar os problemas e tentar arranjar soluções", afirmou aos jornalistas Carlos Gomes Júnior.

Segundo o primeiro-ministro guineense, havia muitas informações de que, alegadamente, os militares do batalhão que esteve na Libéria estavam descontentes com a falta de pagamento dos valores que tinham sido acordados aquando da sua ida.

"Devo recordar que, à chegada dos militares, em Maio deste ano, o Estado, através das Nações Unidas, providenciou o pagamento imediato dos salários. Ficou também patente e devidamente esclarecido, que os valores em falta, cinco meses de salários, iriam dar entrada em Outubro", acrescentou.

Carlos Gomes Júnior insistiu na ideia de que há "certos políticos" que "não sabem viver em democracia", razão pela qual, sublinhou, "estão a aproveitar essa situação para criar o pânico novamente na população.

"Ir para a rua com problemas que podem ser resolvidos em torno de uma mesa não é a saída. Se há problemas com os militares, eles devem manter a serenidade necessária para se sentarem à mesa", defendeu.

O primeiro-ministro, que é também líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), lembrou, que as eleições presidenciais de 2005 "estão à porta", razão pela qual surgem actualmente "golpes de políticos que não sabem perder".

"Vocês sabem quem são esses políticos. Não sou eu quem vai dizer. Nós sabemos que eles andam sempre atrás dos militares. Eles querem dar o contorno político, mas não lhes vamos dar essa oportunidade", respondeu, quando questionado se pertencem ao PRS, partido fundado pelo ex-presidente Kumba Ialá.

Carlos Gomes Júnior garantiu que não há razões para pensar que as chefias militares ficaram com o dinheiro e que não o entregaram aos soldados, uma vez que há um documento da UNOGBIS, datado de 16 de Agosto último e a que a Lusa teve acesso, que indica que a última tranche dos salários será entregue ao governo ao longo deste mês.

Segundo o primeiro-ministro, a imagem da Guiné-Bissau vai sair afectada com esta insubordinação, embora se mostrasse convicto de que o governo guineense, desde que foi empossado, em Maio último, já deu provas de diálogo e de uma vontade efectiva na consolidação da paz.

"Não são gestos de um dia que podem por em causa toda a credibilidade acumulada. Vamos conseguir ultrapassar esta situação e vamos dar mostras que de a paz na Guiné-Bissau veio para ficar", concluiu Carlos Gomes Júnior.


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