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  Cabo Verde
Mortalidade infantil
está a dizimar
os africanos

- 9-Oct-2004 - 12:51


Cabo Verde é o único dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa a atingir ou ultrapassar os objectivos definidos pelo Declaração do Milénio

A Sida e os conflitos armados são os principais responsáveis pela lenta redução das taxas de mortalidade infantil no mundo, sobretudo na África e Ásia, de acordo com os mais recentes dados recolhidos pela UNICEF. No âmbito da Lusofonia, Cabo Verde destaca-se na redução dessa taxa, mas Angola e Guiné-Bissau constam da tabela com os números mais elevados.


Este balanço referente ao período entre 1990 e 2002, realizado pela agência das Nações Unidas dedicada à infância, é descrito num novo relatório intitulado "Progressos para as Crianças", dedicado ao quarto Objectivo de Desenvolvimento do Milénio, a redução da mortalidade infantil.

Os dirigentes mundiais tinham-se comprometido a envidar esforços para reduzir a mortalidade infantil em dois terços até 2015, mas a UNICEF conclui, com base em novos dados, que a diminuição é "de uma lentidão alarmante".

A organização refere que há 98 países "muito longe" dessa meta e que, a continuar no ritmo actual, a taxa média de mortalidade dos menores de cinco anos registaria em 2015 uma descida de cerca de um quarto, "muito aquém do assumido no compromisso".

Indicador fundamental do progresso de um país, a mortalidade infantil refere-se ao número de crianças que morrem antes de completar cinco anos e é calculada por cada 1.000 nados vivos.

Em 2002, o ano mais recente sobre o qual existem dados, nos países industrializados a taxa média de mortalidade infantil era de sete por 1.000 nados vivos e nos países menos desenvolvidos de 158 por 1.000.

A Serra Leoa é o país que lidera a lista dos dez países com a taxa mais elevada, com um registo de 284 mortos em cada 1.000 nados vivos. Logo a seguir está o Níger (265), Angola (260), Afeganistão (257), Libéria (235), Somália (225), Mali (222), Guiné-Bissau (211), Burkina Faso (207) e República Democrática do Congo (205).

Apesar dos objectivos da organização não estarem a ser atingidos por qualquer uma região do mundo, 50 países, a título individual, conseguiram atingir a meta. Mas outros 78 nem sequer reduziram dois por cento ao ano, quando a meta estabelecida é de 4,4 por cento.

Em vários países da África subsariana e na Comunidade de Estados Independentes a situação até regrediu e a probabilidade das crianças atingirem os cinco anos diminuiu relativamente a 1990.

Ainda segundo o documento da UNICEF, a Sida continua a ser um dos principais factores que travam a redução da mortalidade das crianças, uma situação visível sobretudo no Botsuana, Zimbabué e Suazilândia, com dificuldades em reduzir a taxa devido sobretudo a índices muito elevados de prevalência da doença.

Os conflitos armados e a instabilidade social, como sucede no Iraque e Afeganistão, são outros factores que fazem disparar a mortalidade infantil. O Iraque surge mesmo como o país que mais terreno perdeu desde 1990. Quénia, Camboja, Camarões, Costa do Marfim, Kazakistão e Uzbequistão são outros dos países inseridos no quadro dos que registaram menos progressos.

Quanto aos países que se destacaram pelos melhores resultados encontram-se na América Latina e Caraíbas, embora ainda com grandes disparidades na região devido à pobreza e discriminação que impede o acesso a serviços básicos de saúde nestes países.

A má nutrição contribui igualmente para cerca de metade do total de mortes infantis e outros factores de peso são a falta de água própria para consumo e ausência de saneamento básico.

Outras causas que travam a redução da mortalidade infantil têm a ver com a situação da saúde para as mulheres, nomeadamente os partos sem as condições adequadas, falta de pessoal qualificado para prestar assistência no nascimento, ou doenças infecciosas e parasitárias como as diarreias e infecções respiratórias agudas.

O que se passa na Lusofonia

Cabo Verde torna-se assim no único dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa a atingir ou ultrapassar os objectivos definidos pelo Declaração do Milénio.

Por outro lado, Angola e São Tomé e Príncipe estagnaram e entre 1990 e 2002 não houve qualquer alteração à Taxa de Mortalidade Infantil de Menores de Cinco Anos.

Em Angola, em 2002 morriam 260 em cada mil crianças com menos de cinco anos, enquanto em São Tomé Príncipe o número era de 118. Valores idênticos aos de 1990. Moçambique e Guiné-Bissau conseguiram alguns avanços, mas não atingiram os objectivos propostos.

Segundo os números da UNICEF, tanto Moçambique como a Guiné- Bissau reduziram em 1,5 por cento a Taxa de Mortalidade Infantil em Menores de Cinco Anos entre 1990 e 2002.

Em 2002, morreram em Moçambique 197 crianças por cada mil com menos de cinco anos (235 em 1990), enquanto na Guiné-Bissau esse número foi de 211 (253 em 1990).

Apesar da redução, a Guiné-Bissau, juntamente com Angola, fazem ainda parte da tabela dos países com a taxa de mortalidade mais elevada, liderada pela Serra Leoa.

"Numa época em que a tecnologia e a medicina têm conseguido autênticas maravilhas, é inconcebível que a sobrevivência das crianças, sobretudo das que são pobres e marginalizadas, seja tão frágil e em tantos lugares", afirmou hoje Carol Bellamy, directora executiva da UNICEF, na apresentação do relatório, que decorreu em Nova Iorque.

"O direito de uma criança à sobrevivência é o primeiro critério de igualdade, de possibilidade de futuro e de liberdade", destacou ainda a responsável.


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