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  Cabo Verde
Milhares no funeral, sem honras de Estado, de Veríssimo Correia Seabra
- 10-Oct-2004 - 15:18


Milhares de pessoas acompanharam hoje as cerimónias fúnebres, sem honras de Estado, do general Veríssimo Correia Seabra, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) abatido quarta-feira, em Bissau, na sequência de uma rebelião militar.


Os restos mortais de Veríssimo Seabra e do coronel Domingos de Barros, chefe da Divisão dos Recursos Humanos e porta-voz do Estado-Maior, foram depositados no cemitério municipal da capital guineense apenas com três salvas de rajadas, na ausência do chefe de Estado guineense, Henrique Rosa, que se fez representar pela mulher.

Choros em histeria, lamentos e palavras de consolo aos familiares dos dois oficiais defuntos eram o mote no momento da deposição das caixas fúnebres nas valas abertas a pouco mais de um metro uma da outra.

À frente de uma importante delegação das autoridades guineenses estava o primeiro-ministro local, Carlos Gomes Júnior, ladeado por quase todos os ministros do seu governo, e os presidentes do Parlamento, Francisco Benante, e do Supremo Tribunal de Justiça, Maria do Céu Monteiro.

Quando o corpo do general Veríssimo Seabra atingiu a base da vala funerária, ouviu-se um grito histérico de quase todos os presentes no cemitério municipal, que foi exíguo para albergar tantas pessoas, uma vez que centenas de milhares ficaram de fora.

Um homem de meia-idade, que a Lusa identificou como um dos irmãos mais novos do falecido general, clamava por "justiça já", enquanto uma mulher, ligada ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, no poder), declamava poesia militante e questionou: "Porque é que os camaradas de armas se estão a matar?".

Saindo do espaço em que se situavam as duas campas fúnebres, Fátima Camará de Barros, viúva de Domingos de Barros, amparada pelos familiares, lamentava-se e questionava como tudo o que aconteceu foi possível, obtendo dos familiares e amigos apenas lágrimas como resposta.

O primeiro-ministro saiu do cemitério em passo de corrida, limitando-se a responder gestualmente aos jornalistas que vinham no seu encalço que não falaria.

Quem falou foi o presidente do Parlamento que, parco em palavras, disse à Lusa desconhecer os motivos pelos quais Veríssimo Seabra, na qualidade de CEMGFA e de antigo combatente, não teve um funeral de Estado.

"Embora o corpo tenha sido entregue à Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento), de facto, o general Veríssimo Seabra não teve um funeral de Estado, o que desconhecemos", disse Francisco Benante, que sublinhou, no entanto, tratar-se de enterro de "um combatente de liberdade de pátria".

"Esperemos que isto sirva para a pacificação de espíritos no nosso país", acrescentou o presidente do Parlamento.

O presidente da República não esteve presente nas cerimónias, desconhecendo-se também as razões para a sua ausência, tendo sido, contudo, representado pela sua mulher.

Anunciando-se com o nítido propósito de "quebrar o protocolo", a mulher a esposa do chefe de Estado, Maria Robalo Rosa, pediu aos guineenses, sobretudo aos militares e os políticos, que "deixem de lado a vingança e o ódio".

"Este mundo não nos pertence. É fruto do trabalho de Deus. Por isso, peço aos guineenses que dêem ouvidos à palavra de Deus e que deixem de lado a vingança e o ódio", disse Maria Robalo Rosa.

Uma presença militar notória foi a do comissário geral da Polícia de Ordem Pública (POP), general BÈTchofla Na Fafe, o único alto oficial que assistiu de perto a toda a cerimónia fúnebre dos dois oficiais defuntos.

A Lusa constatou igualmente a presença de elementos do corpo diplomático acreditado em Bissau, nomeadamente os embaixadores do Senegal e Cuba, bem como do cônsul da embaixada de Portugal na Guiné- Bissau, João Queirós.

Finda a cerimónia, que foi breve, os presentes dirigiram-se em cortejos de carros e a pé para as residências familiares dos dois oficiais defuntos para aí apresentar condolências às famílias enlutadas.

A residência familiar do general Veríssimo Seabra situa-se no bairro de Belém e a do coronel Domingos de Barros em Santa Luzia, ambos em Bissau.


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