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  Cabo Verde
Imprensa mantém ataque cerrado à instabilidade político-militar
- 14-Oct-2004 - 14:43


A imprensa guineense, cujos jornais começaram a sair para as bancas só quatro dias após a sublevação militar de 6 deste mês, tem mantido, desde então um ataque cerrado às instituições políticas e militares da Guiné-Bissau.


Exigindo ora a demissão do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, ora toda a verdade sobre o que esteve em causa na sublevação militar, os jornais foram assumindo posições mais claras e fidedignas.

"O fim de uma geração que tem medo da verdade e não tem medo da morte e das desgraças" é o título da "nota de abertura" da edição de hoje do Diário de Bissau, de periodicidade irregular, numa alusão às constantes crises militares na Guiné-Bissau.

"A situação de instabilidade vivida a 06 deste mês tem raízes profundas que remontam aos tempos da luta armada de libertação e cuja primeira tragédia foi a morte de Amílcar Cabral. Ÿdios remanescentes dessa "epopeiaÈ continuaram e continuam a pairar sobre a sociedade guineense", sintetiza o jornal num artigo não assinado.

Esses "ódios", acrescenta o Diário de Bissau, já desembocaram, por diversas vezes, em crises militares, "normalmente com ajustes de contas e perdas de vidas humanas".

O jornal lembra, depois, os "recalques" que começaram a surgir sete anos após a morte do "pai" das independências da Guiné e Cabo Verde, com o golpe de Estado de 14 de Novembro de 1980, denominado localmente "Movimento Reajustador", em que João Bernardo "Nino" Vieira derrubou o regime de Luís Cabral, meio irmão de Amílcar.

Esse foi, segundo o jornal, o primeiro sinal de descontentamento entre os "camaradas" da luta, a que se seguiram os "casos" de 17 de Outubro de 1985 e de 17 de Março de 1993, ambas situações que se referem a "perseguições claras" aos soldados da etnia Balanta nas Forças Armadas guineenses.

Entre 07 de Junho de 1998 e 07 de Maio de 1999 o conflito militar que levaria à destituição de "Nino" Vieira, que foi "complementado", lembra o jornal, com os acontecimentos de 22 e 23 de Novembro de 2001, com o assassínio do então líder da Junta Militar e co-presidente Ansumane Mané, cujo corpo só seria mostrado uma semana depois.

A 02 de Dezembro de 2002 dá-se a perseguição aos militares leais a Ansumane Mané, a 14 de Setembro de 2003 o golpe de Estado que destituiu o regime balanta de Kumba Ialá e, já este mês, dia 06, a sublevação dos militares, com a decapitação das chefias militares.

Todos estes acontecimentos, sustenta o Diário de Bissau, são fruto de atitudes de uma geração de antigos combatentes e que, com a morte de Amílcar Cabral, "provocaram o divórcio entre a manha e o saber, entre a selvajaria e a civilização".

"E, depois (à) o PAIGC foi assaltado por ignorantes e malfeitores", lê-se no jornal, que salienta que, ao longo de 31 anos de independência, o saldo é "simplesmente estarrecedor" e com um "rol de destruição e matança".

"A espingarda dos nossos guerrilheiros pode disparar a qualquer momento e matar seja quem for, impunemente, como foram impunes as mortes de Amílcar Cabral e de milhares de guineenses que foram barbaramente assassinados", lê-se no jornal.

"Quem não se lembra da matança dos manjacos e dos fulas que, entre outras, constituíram as primeiras limpezas étnicas, provocando o desaparecimento de algumas das mais ilustres figuras. E dos ®comandos africanos¯, barbaramente chacinados logo após a entrada do partido ®libertador¯?", questiona o Diário de Bissau.

Segundo a "nota de abertura", o povo "já está fartíssimo destas macacadas golpistas", razão pela qual "ainda não compreende" quem esteve por trás da morte, a 06 deste mês, do chefe do Estado- Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Veríssimo Correia Seabra.

Isso mesmo está escrito num outro artigo, de "Análise Política", contido no mesmo jornal, e intitulado "Quem está por detrás do assassinato de Veríssimo Seabra?".

"(A morte do general) deixou o país em estado de choque e abre- se, mais uma vez, uma chaga no nosso frágil e débil processo de reconciliação. É inconcebível que, na Guiné-Bissau, as pessoas continuem a recorrer às armas como meio para atingir os seus falsos objectivos, alimentando o ódio e a vingança nesta nossa sociedade", escreve Athizar Mendes Pereira, director da publicação.

Para o articulista, os mentores de mais este acto "são sempre sustentados por uma franja de políticos de meia tigela", que, sublinha, "não se cansam de lutar a todo o custo para descarrilar o processo de desenvolvimento".

"São indivíduos sem escrúpulos que andam colados aos quartéis, alimentando a subversão contra o Estado e suas instituições. Por isso, é imprescindível que o Ministério Público accione os mecanismos para apurar as circunstâncias em que foram brutalmente assassinados dois cérebros das nossas Forças Armadas", defende.

O articulista vai mesmo mais longe e sustenta que é uma necessidade "imperiosa" combater "esta nova geração de guerrilheiros que está a emergir".

"Para qualquer cidadão, observador atento, os assassínios decorrentes da sublevação não se resumem apenas a questões meramente militares. Têm um cordão umbilical político. As guerras de palavras que o CEMGFA enfrentou nos últimos tempos com alguns sectores políticos radicais mostram claramente o estado de crispação que se vivia", acrescenta.

"É fácil um civil ser militarizado. Mas é difícil ser um militar civilizado", conclui o articulista.


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