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  Cabo Verde
«Problema não são os militares mas sim a intriga política»
- 18-Oct-2004 - 19:03


O primeiro-ministro da Guiné- Bissau afirmou hoje que a crise político-militar que abalou o país no passado dia 6 está "quase normalizada" e defendeu que o problema não passa pelos militares, mas sim "pela intriga política".


Numa entrevista conjunta à RDPÁfrica e Agência Lusa, Carlos Gomes Júnior garantiu que o poder judicial e a hierarquia militar vão investigar as circunstâncias das mortes do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Veríssimo Correia Seabra, e do porta-voz do Estado-Maior, coronel Domingos Barros.

"Há que prosseguir com a clarificação sobre tudo o que se passou (com a sublevação militar de 06 deste mês). Estamos a trabalhar nisso e o governo criou uma ®Célula de Crise¯ para analisar a questão", afirmou Carlos Gomes Júnior.

Segundo o chefe do executivo guineense, as várias delegações estrangeiras que se têm deslocado a Bissau, nomeadamente das comunidades de países de Língua Portuguesa (CPLP) e Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), têm ajudado a criar uma plataforma de entendimento nas negociações em curso.

"Mas temos informações em que nos baseamos, e que não são simples caprichos, para dizer que há personalidades políticas atrás desta sublevação e dessa intriga política", assinalou.

"O problema não é com os militares. É mais intriga política e é isso que estamos a investigar", sublinhou, sem avançar nomes.

Para Carlos Gomes Júnior, a classe política guineense "tem de ganhar consciência de que quem está na oposição tem de se convencer de que está na oposição".

"O PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) esteve na oposição desde 1999 e fê-la de forma responsável, sabendo que teria de haver estabilidade e paz social. Convidamos a classe política a ter a mesma postura e que actue no respeito pela lei", acrescentou Carlos Gomes Júnior.

O primeiro-ministro escusou-se, contudo, a avançar nomes, remetendo para os jornalistas a investigação sobre "quem está por trás desta provocação política que custou caro aos guineenses".

"Não sou eu, enquanto presidente do PAIGC, quem os vai denunciar. Vamos prosseguir com as investigações para clarificar a situação", prometeu.

Carlos Gomes Júnior garantiu, por outro lado, que as mortes do CEMGFA e do porta-voz das FA serão investigadas, uma vez que são pessoas, nomeadamente Veríssimo Seabra, que foram combatentes da liberdade da Pátria e que deram "toda a sua juventude ao serviço da Guiné-Bissau".

Lamentando "profundamente" a morte dos dois oficiais, Carlos Gomes Júnior sustentou que, na Guiné-Bissau, há a separação de poderes e que compete ao poder judicial fazer as investigações, em conjunto com a "sociedade castrense".

"À sociedade castrense não lhe interessa que haja este tipo de problemas. Estamos num estado de direito democrático, há um governo legitimamente eleito, em que a comunidade internacional acredita no seu bom desempenho e boa governação", realçou.

Questionado sobre se tem conhecimento da existência de mais vítimas da sublevação militar de 06 deste mês, o chefe do executivo guineense respondeu que aguarda que a hierarquia militar se pronuncie oficialmente.

Sobre o actual momento das negociações com os revoltosos, sobretudo no que diz respeito à nomeação das novas chefias militares, que apresentaram uma proposta na passada quarta-feira, Carlos Gomes Júnior nada adiantou de concreto, insistindo na ideia de que se trata de um assunto "muito sensível".

"A partir de hoje, a comissão negocial continuará os contactos. São questões sensíveis para as quais é necessário ponderação. Houve toda uma vontade de todas as partes, nomeadamente do Presidente da República, com vista a facilitar as coisas", frisou.

"Mas temos de nos cingir à lei. Houve uma proposta apresentada pelos militares (que escolheram o major-general Tagmé Na Wai, inspector-geral das FA, como CEMGFA) que vai ser avaliada pela comissão negocial (do governo). Posteriormente, o próprio governo avaliará a situação em Conselho de Ministros", afirmou.

Carlos Gomes Júnior considera "prematuro" avançar quaisquer datas para essas duas "análises" e para o desfecho das negociações, desdramatizando o atraso nas conversações com os sublevados, uma vez que havia "outras prioridades".

"Havia oficiais que estavam refugiados em organismos internacionais e em embaixadas (em Bissau). Tivemos de dar prioridade a essa questão, uma vez que era necessário garantir a sua segurança. A partir de hoje, há um calendário a cumprir e vamos tentar negociar para que, com razoabilidade, a situação possa ser ultrapassada", disse.

O chefe do executivo guineense insistiu em que se trata de uma questão "sensível", realçando, paralelamente, a necessidade de prosseguir os contactos com os revoltosos, contando com a ajuda e mediação das várias missões internacionais que se têm deslocado a Bissau.

Sublinhando o "gesto significativo" do chefe de Estado da Nigéria, Olusegun Obasanjo, actual presidente em exercício da União Africana (UA), que ofereceu sexta-feira 500 mil dólares (cerca de 416 mil euros) à Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior lembrou o "sinal de confiança" que tal iniciativa está a desencadear.

"A Nigéria - disse - deu um passo e a União Europeia (UE) já deu também sinais positivos, uma vez que estão já disponibilizados cerca de 100 milhões de euros para apoiar projectos na Guiné-Bissau".


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