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  Cabo Verde
«Morte de Ildo Lobo deixa Cultura do país mais pobre»
- 20-Oct-2004 - 16:42


A morte do cantor cabo-verdiano Ildo Lobo é "uma perda irreparável" para a cultura de Cabo Verde, "que fica agora muito mais pobre", disse hoje o ministro da Cultura, Manuel Veiga.


Manuel Veiga disse ainda que Ildo Lobo, que morreu hoje vítima de ataque cardíaco após uma queda em sua casa, na Cidade da Praia, apesar de ser um homem novo, 50 anos, "marcou todo uma época e será recordado eternamente".

O ministro da cultura afirmou que Cabo Verde "perde um grande homem".

"A sua voz inconfundível continuará a voar nas asas da morna e da coladeira - géneros musicais que levaram o artista ao patamar de uma das vozes grandes da música cabo- verdiana - e pertencerá para sempre à galeria dos grandes homens da cultura deste país", adiantou o governante.

O deputado e compositor, Adalberto Silva (Betu), lembra aquele que era um amigo e o primeiro intérprete das musicas que escreveu.

"É uma notícia que nos deixa com uma mistura de sentimentos de tristeza, de revolta e de impotência, porque trata-se de uma grande voz cabo-verdiana que se perde para sempre mas que há-de ficar eternamente nos nossos corações", disse.

Jorge Lima, músico e ex-companheiro de Ildo Lobo no grupo Tubarões, sublinhou a impossibilidade de descrever a morte do cantor.

Ildo Lobo foi vocalista e um dos grandes nomes dos Tubarões, grupo que marcou os últimos 30 anos do século XX na música do arquipélago,

"Era quase um irmão e sempre fomos, nos Tubarões, uma família unida e por isso a morte do Ildo é uma dor que não se pode descrever", afirmou Jorge Lima.

O compositor Manuel D´Novas disse-se "muito abalado com a notícia", apesar de saber que Ildo Lobo estava doente.

O compositor também recorda uma parceria que durou muitos anos: "Mesmo antes dos Tubarões, o Ildo Lobo já cantava as minhas músicas e nem sei dizer quantas músicas minhas o Ildo cantou, é algo que se mistura e faz parte das nossas vidas".

Ildo Neves Souza Lobo, começou a cantar aos 14 anos no Externato da Ilha do Sal, onde revelou as suas capacidades que vieram a ser confirmadas no conjunto "Madrugada".

Mais tarde substitui o seu primo Luís Lobo no grupo "Tubarões", tornando-se um dos elementos fundamentais deste agrupamento musical que marcou as gerações pós independência, a 05 de Julho de 1975..

Os "Tubarões", pela voz de Ildo Lobo, deixaram registadas a maioria das músicas de intervenção da época da Independência, nomeadamente "Cabral Ka Morri" e "05 de Julho".

Ildo Lobo foi uma das figuras de proa da música cabo-verdiana tendo dado voz a grandes compositores como Renato Cardoso e Manuel d´Novas e interpretou algumas das grandes mornas que marcaram a sociedade cabo-verdiana.

Ultimamente, fazia carreira a solo tendo gravado três discos.

Também participou numa homenagem a Timor Leste durante a luta de independência daquele país com o funaná (género musical das ilhas), "Ask Xanana", adaptado de um dos temas mais conhecidos dos Tubarões "Djonsinho Cabral".

Ildo Lobo participou ainda no disco Filhos da Madrugada cantando o compositor e interprete português José Afonso.

Ildo Lobo, de 50 anos, já tinha um novo CD, recentemente gravado em Paris, intitulado "Incondicional" e que deveria ser lançado nos próximos dias.

Apesar de se encontrar doente há vários anos, Ildo Lobo esporadicamente surgia a cantar ao vivo em pequenas festas, tendo a última acontecida numa recepção, no início deste mês, na residência do embaixador dos EUA na Cidade da Praia.

Devido à sua prolongada ausência dos palcos, sempre que aparecia, Ildo Lobo, transformava-se num acontecimento social.

A sua última apresentação em Portugal teve lugar no dia 02 de Fevereiro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.


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