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Entrevista
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Comissão Europeia deverá continuar a apoiar país, diz Ramos Horta
- 27-Oct-2004 - 19:45
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste acredita que a nova Comissão Europeia continuará a ajudar o seu país e que, apesar dos progressos alcançados pelo Estado timorense, é necessária a presença das Nações Unidas depois de 2005.
"A ONU desmantelará a sua missão no próximo ano, mas continuaremos a precisar da assistência internacional, sobretudo no âmbito das Finanças e da Justiça", disse José Ramos Horta, que se encontra de visita à Alemanha, em entrevista à Agência EFE.
Segundo o Nobel da Paz de 1996, a assistência nas Finanças deve estender-se por mais um ano e na Justiça a cinco, uma vez que a falta de advogados, procuradores públicos e juízes cria sérios problemas mo país.
"A ONU tem que prolongar a sua presença em Timor, embora sem a componente militar", pois apesar das forças de segurança timorenses ainda precisarem de treino, "a situação se segurança está consolidada", afirmou.
A missão das Nações Unidas em Timor-Leste - país que alcançou a independência em Maio de 2002, após 24 anos de ocupação indonésia - é formada por 58 assessores civis, 157 conselheiros da polícia, 42 oficiais militares e 310 soldados.
"O balanço do nosso curto caminho é positivo", afirmou o ministro timorense, acrescentando que "há que ser paciente e prudente, pois demasiada aceleração e imprudência podem minar os esforços para consolidar a paz e as instituições".
Neste sentido, Ramos Horta agradeceu o apoio que Timor-Leste obteve da Comissão Europeia e expressou a sua confiança de que a cooperação se mantenha ao mesmo nível - com cerca de nove milhões de euros anuais - até 2008, altura em que o governo de Dili receberá os benefícios do acordo Cotonou.
Esse acordo entre a União Europeia e os 77 países mais pobres de África, Pacífico e Caraíbas (ACP) prevê ajudas para a promoção do desenvolvimento sustentável e de acesso ao comércio mundial.
Timor-Leste, país favorável à eleição do ex-primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso como presidente da nova Comissão Europeia, espera igualmente usufruir de benefícios marítimos.
"As nossas relações com a Austrália melhoraram apesar do clima de confronto que gerou, nos últimos meses, divergências acerca da partilha dos recursos energéticos do mar de Timor", adiantou Ramos Horta, segundo o qual se chegou "a uma nova fase de negociações, em busca de uma solução criativa e mais justa".
Quanto às relações com a Indonésia, o vencedor do Nobel disse que estas são "boas", uma vez que "a Indonésia de hoje não é a Indonésia ditatorial e bélica que tanta dor infligiu aos seus e aos nossos".
Neste quadro, Timor-Leste "apoia sem reservas as aspirações da Indonésia ao Conselho de Segurança da ONU", garantiu o ministro timorense.
O mesmo apoio foi manifestado pela Alemanha durante o encontro que Ramos Horta teve em Berlim com o seu homólogo, Joscka Fischer, que visitará o território timorense em Fevereiro de 2005.

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