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  Cabo Verde
Ex-governante critica políticos e alerta para perigo de guerra
- 6-Nov-2004 - 19:48


O editorialista e ex-governante João de Barros criticou hoje fortemente a classe política da Guiné-Bissau, que tem permitido e permite que o país "esteja a preparar-se para mais uma guerra".


No editorial da edição de hoje do jornal independente "Diário de Bissau", de que é proprietário, o ex-secretário de Estado diz ser "lamentável e incompreensível" que, "mais uma vez, ao invés de se pensar num futuro melhor para este país e para o povo guineense, assistimos a burros e a estúpidos comportamentos que podem perigar a vida e bens".

Sem apontar nomes nem partidos políticos, João de Barros, que integrou o Governo no tempo de Kumba Ialá entre Novembro 2002 e Setembro 2003, deixa claro que existem muitas personalidades políticas no país "cuja única missão é desestabilizar" a Guiné-Bissau, "não permitindo a tranquilidade dos cidadãos".

"O mundo inteiro e os guineenses, na sua esmagadora maioria estão fartos da nossa estupidez e burrice crónicas. Lamentamos, profundamente que se esteja, mais uma vez, a preparar uma guerra no país, cujas consequências são imprevisíveis", alerta.

Nesse sentido, o jornal apela ao "bom senso" das partes e pede aos que se "arrogam ao direito de serem os legítimos representantes" da sociedade civil a não cavarem "ainda mais o fosso" existente.

"A única solução para combater este gigantesco problema que nos enferma é trabalharmos juntos para recuperar o país economicamente, usando a sabedoria e a força do trabalho", acrescenta.

O "Diário de Bissau", que tem saído com uma periodicidade irregular, defende ser essa a única forma para "arrancar o país do lamaçal" e acabar com os "litígios supérfluos" no meio da sociedade guineense.

"A guerra é sempre a pior das soluções. Mesmo saindo-se vitorioso hoje, pode-se sair derrotado no dia seguinte", sustenta o "Diário de Bissau", aludindo aos constantes "ajustes de contas" entre militares entre si, políticos também entre si e ainda entre ambos.

O editorial acaba por reflectir o estado de espírito da população guineense, que tem visto com alguma apreensão o actual momento político-militar, desencadeado com a sublevação militar de 6 de Outubro último.

Na última semana, as duas maiores formações políticas da oposição, os partidos da Renovação Social (PRS) e Unido Social- Democrata (PUSD), bem como a Resistência da Guiné-Bissau (RGB, oposição extra-parlamentar e considerada em Bissau como um "satélite" do PRS), têm criticado violentamente o executivo de Carlos Gomes Júnior, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Nas críticas está subjacente uma estratégia de intimidação recorrente, idêntica, na forma e conteúdo, à concretizada pelo PRS logo após este partido, que esteve no poder entre 2000 e 2003, ter saído derrotado das legislativas de Março deste ano.

Sucessivas "ameaças", "intimidações" e "avisos" aos perigos de instabilidade feitas pelos três partidos têm atrasado a cerimónia de tomada de posse das novas chefias militares, nomeadas há semana e meia pelo presidente guineense, Henrique Rosa.

A posse estava prevista para esta semana, mas o mutismo é total de todas as partes, permitindo, mais uma vez, o espalhar de boatos quanto a uma eventual retaliação militar.


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