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  Cabo Verde
Crianças matam e morrem
em pelo menos 20 guerras

- 17-Nov-2004 - 22:19


Em Angola, apesar de a guerra civil ter terminado em Abril de 2002, ainda não foram desmobilizadas 16 mil dessas crianças

Milhares de crianças estão a ser forçadas a combater em pelo menos 20 conflitos no mundo, principalmente em África, embora sejam também recrutadas em países ocidentais como os Estados Unidos da América e o Reino Unido. Estes dados constam de um relatório divulgado pela Organização Não Governamental (ONG) Coligação para Acabar com o Uso de Crianças-Soldados, que analisou a situação em 196 países, desde 2001.


De acordo com o documento, intitulado "Relatório Global sobre Crianças-Soldados 2004", dezenas de milhares de crianças estão a ser utilizadas para combater em praticamente todos os conflitos no mundo, tanto do lado das forças governamentais como das rebeldes.

Segundo a organização, em pelo menos 20 conflitos foram recrutadas dezenas de milhares de crianças desde 2001, que são forçadas a combater, receber treino sobre como usar armas e explosivos, e sujeitas a violações e outros tipos de violência como o trabalho forçado.

A mesma fonte refere que, com o fim dos conflitos no Afeganistão, Angola e Serra Leoa, cerca de 40 mil crianças-soldados foram desmobilizadas, mas, em contrapartida, só para os conflitos na Costa do Marfim e no Sudão, foram recrutadas 25 mil.

Em Angola, apesar de a guerra civil ter terminado em Abril de 2002, ainda não foram desmobilizadas 16 mil crianças-soldados, segundo dados de Março de 2004, indica ainda o relatório.

As autoridades de Luanda também ainda não assinaram o Tratado da ONU sobre Crianças-soldados, promulgado em 2002, e ratificado apenas por 11 de 26 países africanos.

Angola não é caso único entre os países africanos de expressão portuguesa que não assinaram nem ratificaram o documento, porque Moçambique e São Tomé e Príncipe também não o fizeram.

Por sua vez, a Guiné-Bissau já assinou o Tratado, mas ainda não o ratificou, e só Cabo Verde aparece na lista dos poucos Estados africanos que já subscreveram e ratificaram o documento da ONU.

O relatório destaca países como o Burundi, República Democrática do Congo, Birmânia, Sudão e Estados Unidos, entre os principais que usaram crianças em dez conflitos. Outros, como a Colômbia, Uganda e Zimbabué, apoiaram grupos paramilitares e milícias que também recorreram a crianças-soldados.

Países como o Nepal e a Indonésia utilizaram crianças como informadores, espiões ou mensageiros, enquanto cerca de 60 países ocidentais, incluindo Austrália, Áustria, Alemanha, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos, continuam a recrutar crianças de 16 e 17 anos.

Segundo o relatório, os Estados Unidos usaram pelo menos 62 soldados com menos de 18 anos nas suas operações militares no Afeganistão e no Iraque.

A organização refere que países ocidentais violaram os seus compromissos para com o Tratado da ONU sobre Crianças-Soldados, que até Outubro último foi assinado por 116 países e ratificado por 85, ao apoiarem governos, nomeadamente em treino militar, que usam crianças em conflitos.

O documento dá exemplos como o das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) que sujeitam crianças a "conselhos de guerra" por "crimes disciplinares" e, em alguns casos, outras crianças foram forçadas a executá-las.

No leste da República Democrática do Congo, vários grupos violaram meninas e forçaram as crianças a matar a sua própria família.

A organização apela ao Conselho de Segurança da ONU para que tome medidas imediatas e drásticas, como a imposição de sanções a países ou grupos que recrutem crianças para conflitos e que leve os angariadores ao Tribunal Penal Internacional para que possam ser julgados.


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