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Entrevista
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Primeiro-ministro visita Portugal com os olhos postos na União Europeia
- 28-Nov-2004 - 18:42
O primeiro-ministro de Cabo Verde inicia na segunda-feira uma visita oficial de cinco dias a Portugal com a questão da obtenção de um estatuto especial para o arquipélago na União Europeia no topo da agenda.
Por Ricardo Bordalo
da Agência Lusa
Em entrevista à Lusa, José Maria Neves considera "Cabo Verde um país ocidental" com uma matriz cultural e religiosa resultante da influência europeia e com uma moeda de paridade fixa com o euro, para sustentar o objectivo da aproximação à União Europeia (UE), através de um estatuto especial.
Esta matéria vai estar no centro da visita a Portugal, que inclui encontros com o primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, António Monteiro, na terça-feira, segundo dia da deslocação.
Para a aproximação à UE, Cabo Verde conta claramente com a diplomacia portuguesa, sublinhando José Maria Neves que as expectativas depositadas nos esforços de Lisboa para que esse processo, "longo e complexo", dê os seus passos "estão a ser concretizadas".
"Portugal tem-se comportado à altura das expectativas quanto ao desígnio de Cabo Verde obter um estatuto especial junto da UE, tem procurado apontar as possibilidades que existem e as coisas estão a funcionar bem, vamos agora continuar esse trabalho que consideramos fundamental para o futuro de Cabo Verde", explica.
Como trunfo para esta estratégia, Neves lembra ainda que "existe uma comunidade cabo-verdiana muito importante na Europa", que a civilização é comum e as instituições políticas e económicas "tendem claramente para as referências europeias".
Com um programa de contactos vincadamente económico, José Maria Neves refere que "o Banco de Cabo Verde está a estudar, há muito tempo, a possibilidade de o país adoptar o euro como moeda".
"E eu tenho sido um dos principais estimuladores dos estudos que estão a ser feitos no Banco de Cabo Verde para definir a viabilidade da adopção do euro, sendo que, para mim, parece-me perfeitamente viável", afirma.
Realçando os "sucessos" no desenvolvimento de arquipélago ao longo dos 29 anos de independência, José Maria Neves considera que "Cabo Verde deve ser um orgulho para Portugal e para os portugueses".
"Portugal está na fundação desta República e Cabo Verde é um país de deu certo, a sua democracia funciona e está a desenvolver-se, há uma grande projecção de Cabo Verde no mundo e, por isso, deve ser um dos grandes orgulhos de Portugal e dos Portugueses".
O reforço das parcerias estratégicas com Portugal é outro dos objectivos definidos para a visita que inclui Lisboa, Porto, Setúbal e Coimbra.
Apesar de vincar a excelência das relações com Portugal, José Maria Neves admite que "há espaços para a melhoria das relações entre os dois países".
Portugal é um dos principais parceiros do arquipélago nos mais diversos domínios, os sectores estratégicos da sua economia resultam de parcerias entre Cabo Verde e as grandes empresas portuguesas.
A EDP e a ADP controlam a Electra (empresa de distribuição de energia eléctrica e água), na banca, a Caixa Geral de Depósitos domina grande parte do mercado, nas telecomunicações, a Portugal Telecom detém 51 por centro da Cabo Verde Telecom.
"No estado actual das relações entre Cabo Verde e Portugal há espaço, como países amigos, para os abraços e sorrisos alargados, mas também há problemas", como é o caso da Electra.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro cabo-verdiano reúne-se com o presidente do Conselho de Administração da EDP que, em conjunto com a ADP, detém 51 por cento do capital da Electra.
"Há alguns problemas que temos que ultrapassar", afirma José Maria das Neves em alusão ao encontro.
Em causa estão os investimentos que a Electra alegadamente não terá feito, apesar de inseridos no caderno de encargos da sua privatização, no final da década de 90 do século XX.
"Esta é a única parceria estratégica onde há mais problemas e temos que ultrapassar as questões, havendo vários cenários em discussão e, esperemos que até ao fim do ano haja um plano de investimentos para que a Electra possa funcionar sem problemas", disse.
Nos encontros com Santana Lopes, com o Presidente da República, Jorge Sampaio, e com o Presidente da Assembleia da República, Mota Amaral, Neves admite vir ainda a falar de questões relacionadas com a sub-região da África Ocidental, com destaque para a Guiné-Bissau.
"Naturalmente, enquanto membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), vamos procurar os contributos que os dois países podem dar no sentido da estabilização da Guiné-Bissau", país que vive uma situação de transição política desde o golpe de Estado de Setembro de 2003, e da sublevação militar de 06 de Outubro passado.
Sobre a comunidade cabo-verdiana em Portugal, Neves admite que há um esforço por parte das autoridades portuguesas no sentido de garantir a melhor integração dos cabo-verdianos.
"Embora haja problemas quanto à questão da legalização de algumas pessoas que estão em Portugal ilegais e há ainda questões que se prendem com a legalização de uma rádio comunitária em Portugal, mas essas matérias estão devidamente integradas no diálogo politico- diplomático", afirma.
Neves encontra-se também na quinta-feira com os responsáveis da Portugal Telecom, da Caixa Geral de Depósitos, da EDP, do Banco Português de Negócios, com o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, e ainda com o ex-Presidente da República Mário Soares.
Na sexta-feira, último dia da deslocação, o primeiro-ministro cabo-verdiano, privilegia o Porto, onde se reúne, com o presidente da autarquia, Rui Rio, com o presidente da AEP, Ludgero Marques, e ainda com o presidente da Agência Portuguesa para o Investimento, Miguel Cadilhe.

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