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  Cabo Verde
Guerras e a SIDA continuam
a matar milhões de africanos

- 14-Dec-2004 - 8:55


Cenário nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa é animador mas está longe do ideal

África continuou este ano marcada pelos piores dramas humanos devido a conflitos como o de Darfur, Sudão, considerado a pior situação humanitária do mundo, e a doenças como a SIDA, que afecta mais de 25 milhões de pessoas. Em relação aos países lusófonos, a Guiné-Bissau continua a ser o mais instável com uma nova sublevação militar a 6 de Outubro, em que foi morto o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Veríssimo Seabra, líder do golpe de Estado de 14 de Setembro do ano passado, e o porta-voz do Estado-Maior, coronel Domingos Barros.


O conflito de Darfur começou em Fevereiro de 2003, mas agravou- se este ano, tendo provocado mais de 70.000 mortos e perto de 1,5 milhões de deslocados e refugiados.

A pressão da comunidade internacional, que inclui ameaças de sanções, não tem sido suficiente para acabar com o conflito entre dois grupos rebeldes, que reclamam mais apoio de Cartum a esta região no ocidente do Sudão, e as forças governamentais, apoiadas pelas milícias árabes Janjawid, acusadas de cometerem atrocidades contra civis.

Devido a este conflito, considerado pelas Nações Unidas a pior crise humanitária do mundo, as negociações de paz entre o norte, muçulmano, e o sul do Sudão, cristão e animista, quase passam despercebidas.

Governo e rebeldes do sul deverão concluir até final do ano um acordo, que prevê a partilha de poder e de riquezas, para acabar com a mais prolongada guerra civil da actualidade (desde 1983), que provocou mais de dois milhões de mortos e cerca de quatro milhões de refugiados.

Outro conflito, na República Democrática do Congo, que em teoria terminou em Dezembro de 2002 com a assinatura de acordo de paz entre governo e rebeldes, continua a fazer vítimas pós-guerra devido a doenças e falta de infra-estruturas, além dos confrontos que persistem no leste do país entre diferentes etnias.

A guerra civil no país começou em Agosto de 1998 e provocou quase quatro milhões de mortos, mas, indirectamente, continua a provocar cerca de mil mortos por dia devido à pobreza, a doenças e falta de cuidados de saúde, segundo um relatório da organização International Rescue Committee, divulgado no início deste mês.

Além da questão interna, o vizinho Ruanda tem tropas junto à fronteira com a RDCongo e ameaça entrar no país para combater as milícias que estiveram na origem do genocídio de 1994 e que provocou quase um milhão de mortos.

O conflito na Costa do Marfim também persiste apesar da assinatura dos acordos de paz com o norte do país nas mãos dos rebeldes e o sul sob controlo do governo.

Bombardeamentos das forças governamentais no início de Novembro sobre Bouaké, bastião dos rebeldes, provocaram a morte a nove soldados da força de interposição francesa Licorne, que ripostou destruindo praticamente todos os meios aéreos costa-marfinenses.

A resposta originou manifestações anti-francesas, levando ao abandono do país de perto de oito mil cidadãos gauleses e abriu uma crise diplomática entre os dois países.

O conflito do Saara Ocidental não teve evoluções ao longo deste ano, estando ainda por cumprir o chamado Plano Baker, de autoria do antigo enviado especial da ONU ao território James Baker, que prevê a realização de um referendo de auto-determinação do povo sarauí.

Marrocos reclama soberania sobre esta antiga colónia espanhola desde 1975, mas a Frente Polisário luta pela independência, apoiada pela Argélia.

Em relação aos países lusófonos, a Guiné-Bissau continua a ser o mais instável com uma nova sublevação militar a 6 de Outubro, em que foi morto o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Veríssimo Seabra, líder do golpe de Estado de 14 de Setembro do ano passado, e o porta-voz do Estado-Maior, coronel Domingos Barros.

Apesar da instabilidade, o governo saído das legislativas de Março, liderado por Carlos Gomes Júnior, manteve-se em funções.

Sem violência, mas igualmente instável esteve São Tomé e Príncipe, onde o presidente demitiu o governo de Maria das Neves por alegado envolvimento num caso de corrupção em que também surgem como suspeitas outras figuras políticas.

Em Angola, quase três anos após a assinatura do acordo de paz, persiste a expectativa da data para as eleições. O presidente, José Eduardo dos Santos, já anunciou o escrutínio para 2006, mas ainda não está definido se serão eleições gerais ou legislativas, presidenciais e municipais separadas.

Além dos conflitos, a SIDA matou no ano passado 2,3 milhões de africanos e registaram-se 3,1 milhões de novos casos, num continente que tem mais de 25 milhões do total mundial de infectados (42 milhões).

O país do mundo com maior número de infectados é a África do Sul, com perto de 5,3 milhões.

A doença provocou também 15 milhões de órfãos, segundo dados da ONUSIDA.

Outro flagelo que continua a agravar-se no continente é a fome. Só na África Subsaariana vivem cerca de 200 milhões de pessoas com fome e a necessitar de ajuda humanitária.

Segundo um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), morrem cinco milhões de crianças por ano devido à má nutrição e à fome, a maioria em África.

Dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), relativos ao Índice de Desenvolvimento Humano, entre 177 países analisados, 46 dos 53 países africanos estão abaixo da 100ª posição.

Entre os últimos lugares estão a Guiné-Bissau (172), Moçambique (171) e Angola (166). Cabo Verde tem a melhor posição dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), em 105º lugar, seguido de São Tomé e Príncipe (123).

Apenas quatro países africanos ficaram nas primeiras 100 posições: Tunísia (92), Ilhas Maurícias (64), Líbia (58) e Ilhas Seychelles (35).

Ainda em relação aos PALOP destacam-se as terceiras eleições gerais multipartidárias em Moçambique, que se realizaram a 1 e 2 de Dezembro, mas cujos resultados ainda não são conhecidos.

Segundo dados oficiais parciais, a FRELIMO, partido no poder desde a independência, e o seu candidato presidencial, Armando Guebuza, que pretende suceder a Joaquim Chissano, lideram a votação, quando estão contados 20 por cento dos editais.

Ainda na África Austral, as eleições de Abril na África do Sul permitiram a reeleição de Thabo Mbeki como presidente do país, na altura em que se comemoraram dez anos do fim do Apartheid.

No meio de tantas desgraças, que sempre caracterizaram o continente, a Líbia foi apontada como um caso de sucesso ao renunciar ao programa de armas de destruição maciça, dedicando este ano a uma ofensiva diplomática para acabar com 15 anos de isolamento da comunidade internacional.

A primeira deslocação do líder líbio, Muammar Kadhafi, ao Ocidente desde 1989, foi a Bruxelas e à sede da União Europeia, em Abril, sem, no entanto, abdicar das habituais fortes medidas de segurança (feita exclusivamente por mulheres) e de alojamento próprio - montou uma das suas enormes tendas, luxuosas como qualquer dos melhores hotéis.

Depois de ter concordado em pagar indemnizações pelos atentados de Lockerbie, contra um avião da companhia norte-americana Pan-Am, que causou 270 mortos, em 1988, e às vítimas do DC-10 da francesa UTA, um ano depois, que provocou 170 mortos, a Líbia entrou na agenda das visitas de vários líderes mundiais e viu serem-lhe levantadas as sanções impostas pelas Nações Unidas e pelos Estados Unidos.

Além de uma delegação da Administração norte-americana, Muammar Kadhafi recebeu o primeiro-ministro britânico Tony Blair, em Março, os chefes de governo italiano, Sílvio Berlusconi, e alemão, Gerhard Schroeder, em Outubro, e, no final de Novembro, o presidente francês, Jacques Chirac.

Kadhafi pretende aproveitar a ofensiva diplomática para impulsionar o comércio de petróleo. Com reservas de mais de 30 mil milhões de barris, a Líbia quer duplicar a sua produção de crude para três milhões de barris por dia até 2010, para o que necessita de investimentos na ordem dos 30 milhões de dólares (22,9 milhões de euros).


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