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Fome Zero dá de comer
ao Executivo brasileiro

- 10-Jan-2003 - 9:06


O presidente Lula da Silva vai levar 30 de seus 34 secretários e ministros para ver de perto, hoje a manhã, como é a miséria no Nordeste do Brasil


Só não participam nesta ementa os ministros da Previdência, Ricardo Berzoini, da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, o secretário de Comunicação de Governo, Luiz Gushiken, e o advogado-geral da União, Álvaro Augusto Ribeiro Costa. Segundo o Palácio do Planalto, só não vai o todo o Governo porque o Boeing 737 da Presidência apenas tem capacidade para 35 passageiros. O exemplo é bom e até poderia ser aplicado em toda a Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Não?


O EXEMPLO É DISCUTÍVEL, MAS QUE É UM EXEMPLO... É


A caravana vai visitar a vila Irmã Dulce, em Teresina, no Piauí, a favela de palafita Brasília Teimosa, no Recife, e a cidade de Itinga (Minas Gerais), no Vale do Jequitinhonha.

O plano de Lula, anunciado assim que soube de sua vitória nas eleições, era levar o Governo para conhecer a seca na Nordeste, em Guaribas, cidade do Piauí com o terceiro pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.

A visita seria aproveitada para o lançamento do programa Fome Zero, mas a ideia foi descartada por causa do custo, pois seria necessário deslocar cinco helicópteros do Rio de Janeiro para transportar Lula e sua comitiva.

O lançamento oficial do Fome Zero ficou para a primeira semana de Fevereiro, justamente em Guaribas, mas com a presença de apenas seis ministros: José Graziano (Segurança Alimentar), Olívio Dutra (Cidades), Roberto Rodrigues (Agricultura), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Marina Silva (Meio Ambiente) e Ciro Gomes (Integração Nacional).


FOME MATA MILHÕES DE LUSÓFONOS

Em todo o Mundo, 815 milhões de pessoas sentem todos os dias, a todas as horas, o que é a fome. Quase todas nasceram com fome, sobreviveram com fome e morrem com fome. Muitos deles pertencem à Lusofonia, facto que parece só ter sido percebido pelo presidente brasileiro que, inclusive, «desviou» o dinheiro destinado a aviões para a Força Aérea do seu país para – note-se – dar de comer a quem tem fome.

Em todo o Mundo, 1,1 mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável; 2,5 mil milhões não têm saneamento básico; 30 mil morrem diariamente devido ao consumo de água imprópria. Esta é, igualmente, uma realidade da Lusofonia (Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Cabo Verde, Moçambique e Timor-Leste).

A sida já infectou mais de 60 milhões de pessoas e tirou a vida a um terço destas, e a malária mata 2,5 milhões de pessoas anualmente. Esta continua a ser uma outra vertente da Lusofonia.

Por esse Mundo, 1,6 mil milhões de pessoas não têm acesso a electricidade e a maioria recorre à queima de combustíveis que provocam a poluição do ar e problemas respiratórios. Queiramos ou não, também aqui a Lusofonia dá o seu contributo.

Segundo Judith Lewis, responsável regional do Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU, cerca de 12 milhões de pessoas poderão morrer de fome em ANGOLA, Botswana, Lesoto, Malaui, MOÇAMBIQUE, Suazilândia, Zâmbia e Zimbabwe se não forem distribuídos, nos próximos meses, um milhão de toneladas de cereais. Aqui figuram dois países onde fome se escreve fome.

Será que, ao contrário do exemplo brasileiro, vamos continuar a pedir aos pobres dos países ricos para dar aos ricos dos países pobres?

Que adiantará ter uma democracia quando se tem a barriga vazia? Valerá a pena pedir, ou exigir, que os povos respeitem a legitimidade democrática, a economia de mercado, os padrões sociais evoluídos se o que eles (e as famílias) querem é tão somente não morrer à fome?

JORGE CASTRO

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