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Entrevista
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Santana Lopes queixa-se de «facadas nas costas»
- 19-Dec-2004 - 14:26
Pedro Santana Lopes lamentou o clima de instabilidade criado em torno do seu Governo, a falta de "sossego" e as "facadas nas costas" de que se disse alvo, na primeira entrevista televisiva após a dissolução do Parlamento.
O primeiro-ministro demissionário afirmou, em entrevista à TVI, que "sabia que ia ser difícil governar" quando aceitou o cargo, depois de Durão Barroso ter aceite o convite para presidir a Comissão Europeia.
Santana Lopes considerou que o seu Governo viveu sempre num "clima de ataques pessoais e políticos" e que teve pouco tempo para mostrar trabalho.
"Tenho as costas cheias de cicatrizes das facadas que levei", salientou, notando que recebeu as funções governativas como "uma herança" que não pediu.
"Agora sim, estou a candidatar-me", frisou.
O primeiro-ministro observou que as dificuldades começaram logo, por ter tido apenas oito dias para formar Governo e porque a saída de Durão Barroso não foi encarada com tranquilidade, como deveria.
"Acha que nos deram sossego?", questionou.
"Passaram-se quatro meses a discutir, não as medidas que tomámos, mas os episódios", disse Santana Lopes, salientando que "a credibilidade dos Governos mede-se pelas medidas que tomam".
O primeiro-ministro mostrou-se convicto de que a sucessão de "episódios" se deveu em parte ao facto de o Governo não ter sido legitimado pelo acto eleitoral.
"Se tiver legitimidade, os episódios desaparecem", assinalou.
Santana Lopes acha que "não é justo avaliar o trabalho em quatro meses" e recordou que Cavaco Silva também foi muito atacado enquanto esteve à frente do Governo.
"Os primeiros-ministros só são bons depois de saírem", considerou.
No que respeita às relações com o Presidente da República, Santana Lopes admitiu que houve excessos "de um lado e do outro", mas acrescentou que sempre manteve uma "solidariedade institucional irrepreensível" com Jorge Sampaio, o que permitiu aprovar o Orçamento de Estado.
"Perder não faz parte do meu vocabulário"
Sem pressa para fazer campanha, o primeiro-ministro mostrou-se confiante na vitória do PSD nas eleições legislativas: "Pretendemos vencer as eleições e que o PSD seja o partido mais votado para continuarmos o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido".
"Sou candidato a primeiro-ministro e se não acreditasse que ia ganhar as eleições não me candidatava. Perder não faz parte do meu vocabulário", declarou.
Questionado sobre a possibilidade de se demitir caso perca as eleições, Santana Lopes disse que só admite essa hipótese na teoria: "Na prática sou um combatente".
Quanto ao acordo pré-eleitoral celebrado com o CDS-PP e à decisão de os dois partidos concorrerem com listas separadas, o primeiro-ministro entende que serviu para "clarificar" o que se pode esperar se o PSD ganhar as eleições e instou o líder socialista a fazer o mesmo.
"O engenheiro José Sócrates devia ter a mesma clareza quanto a possíveis alianças" governativas com o PCP ou o Bloco de Esquerda, sublinhou.

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