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Entrevista
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RENAMO e Dhlakama somam terceira derrota
- 21-Dec-2004 - 18:32
A RENAMO, o principal partido da oposição moçambicana, e o seu líder e candidato presidencial, Afonso Dhlakama, foram os grandes derrotados nas eleições de 01 e 02 de Dezembro, perdendo votos, deputados e influência provincial.
Pela terceira vez, o antigo movimento rebelde, que desencadeou uma guerra civil de 16 anos contra o governo da FRELIMO, saiu derrotado nas urnas nas eleições gerais e, como sempre fez desde 1994, recusou aceitar os resultados, denunciando "crime eleitoral" e impugnando o acto.
A derrota deste ano é tanto maior quanto nas eleições anteriores, em 1999, a RENAMO esteve perto de chegar ao poder, perdendo nas presidenciais por cerca de 300 mil votos e vencendo em seis das 11 províncias do país.
Nas eleições de 2004 tudo foi diferente - o candidato da FRELIMO, Armando Guebuza, obteve quase o dobro dos votos da Dhkalama na corrida à Ponta Vermelha e, a nível legislativo, a RENAMO deixou escapar quatro províncias onde vencera em 1999, apenas conseguindo vencer nas suas tradicionais "praças fortes" de Sofala e Zambézia.
A derrocada eleitoral vai afectar a representação parlamentar da RENAMO, que desce de 117 deputados para 90, e exercer pressão nos cinco municípios governados pela oposição, sobretudo na província de Nampula, onde a FRELIMO liderou a votação.
Apesar da derrota, que é o seu terceiro desaire pessoal, Afonso Dhlakama não parece disposto a abandonar a presidência de um partido onde também não é conhecida oposição à sua liderança.
Antes da votação, numa entrevista à Lusa, afirmou que a questão é um assunto interno da RENAMO, mas deixou uma indicação clara das suas intenções ao comparar-se ao presidente brasileiro Lula da Silva, "que perdeu três vezes" antes de ser eleito para o cargo.
Igualmente derrotado nas eleições, o PDD de Raul Domingos, ex- "número dois" da RENAMO, não conseguiu os cinco por cento de votos a nível nacional para eleger deputados e afirmar-se como uma força essencial para a formação de maiorias no Parlamento.
A Assembleia da República de Moçambique vai manter a mesma composição que tem desde as primeiras eleições democráticas de 1994: bi-partidária, com maioria absoluta da FRELIMO.

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