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  Cabo Verde
Presidente pede reforço do compromisso com Cabo Verde
- 1-Jan-2005 - 18:08


O presidente Pedro Pires conclamou hoje os cabo-verdianos, na sua mensagem de fim ano, a manterem “o compromisso com Cabo Verde”, para que o país continue “a singrar o caminho do progresso e do desenvolvimento” em 2005, ano em que irá concluir três décadas de existência.


O chefe de Estado congratulou-se ainda com as várias conquistas obtidas em 2004 por esta nação crioula, clamando igualmente por uma “maior eficácia dos serviços públicos”. “Não se pode ser indiferente ao futuro que se prepara, no e para o país. Impõe intervir e participar em todos os lugares e momentos, onde se constrói e decide sobre a vida da nossa comunidade nacional”, defendeu. Veja na íntegra a mensagem de Pedro Pires.

«Estimados compatriotas,

Em breve, vamos entrar num novo ano. Aproveito o ensejo para saudar todas as cabo-verdianas e todos os cabo-verdianos, onde quer que estejam. Desejo; que o Novo Ano traga, a todos, mais saúde, melhores condições de vida e, sobretudo, mais força e determinação para vencer os desafios da vida.

Àqueles que se encontram hospitalizados, desejo um rápido restabelecimento e um breve regresso à companhia dos seus familiares. Aos que se encontram privados da liberdade, auguro um tempo útil de recuperação e o regresso à sua vida normal.

Estamos espalhados pelo mundo. Saúdo, por isso mesmo, com muito afecto, os nossos compatriotas da Diáspora. A todos, auguro um ano de sucesso e, também, de vitórias sobre os obstáculos à integração e à ascensão social, nos países de residência. Reitero-lhes, daqui, a solidariedade indefectível de nós todos.

2005 é o ano do trigésimo aniversário da independência nacional. A primeira lição a tirar é a necessidade de manter o compromisso com Cabo Verde, para que continue a singrar o caminho do progresso e do desenvolvimento, enfim, para que seja, cada dia, mais forte e mais próspero.

Não restam dúvidas que tem havido, no decurso desses anos, crescimentos evidentes em todos os domínios da vida nacional. Deles, devemos orgulhar-nos e, ao mesmo tempo, saber explorar as potencialidades que nos oferecem. Contudo, é salutar e conveniente reconhecer que, nessa longa caminhada, há verdades às quais não se pode furtar-se: os ganhos conseguidos não nos autorizam a pretender viver acima dos recursos e das posses do país, tentação que, entretanto, persegue muita gente e em todas as camadas sociais.

Congratulo-me com a ascensão de Cabo Verde à categoria de País de Desenvolvimento Médio, pois, trata-se de uma promoção que é o fruto de esforços e de empenhamento continuados dos cabo-verdianos, no geral. Devemos, disso, orgulhar-nos. Estamos a mostrar que é possível romper o ciclo vicioso do subdesenvolvimento, mesmo quando não se é possuidor de recursos materiais abundantes. Por outro lado, não podemos sentir-nos como que vítimas de um progresso que nós mesmos construímos, sustentado numa vontade férrea e no empenho individual e colectivo, nossos.

Há que repelir a insegurança e combater o fatalismo paralisante. É, acima de tudo, imperioso encarar o futuro com confiança e optimismo.

É próprio do processo de desenvolvimento que mais progresso obrigue a maiores responsabilidades e a mais empenho, individual e colectivo. Assim, Cabo Verde "ganha", por mérito próprio, deveres e responsabilidades acrescidos, aos quais não pode furtar-se. Estamos, aliás, interditos de defraudar os nossos parceiros e amigos, a comunidade internacional, inclusive os nossos conterrâneos. Este é o desígnio que, a nós mesmos, oferecemos.

Antevejo a consolidação dos ganhos, duramente conseguidos, e a garantia da sua irreversibilidade como o primeiro imperativo a se cumprir. Para conseguir este objectivo, é preciso agir a tempo e estar prevenido e preparado para enfrentar e vencer os desafios e riscos que têm vindo a despontar na sociedade cabo-verdiana. Por outro lado, não se pode deslumbrar com os benefícios de curto prazo, nem confiar na sustentabilidade de ganhos baseados no facilitismò e no imediaíismo. Pelo contrário, a aposta acertada reside em políticas e objectivos sólidos, de médio e longo prazos, fundamentos do desenvolvimento sustentável.

Prezados Amigos e Amigas.

O ano que findou foi marcado por um sobressalto generoso da sociedade cabo-verdiana em prol da solidariedade com a comunidade de S. Tomé e Príncipe. Constituiu uma bela manifestação, espontânea e inequívoca, do forte espírito de pertença e de solidariedade que une os cabo-verdianos. Acredito que com isso ficamos mais fortes e mais coesos. É possível fazer, desse espírito patriótico, uma importante alavanca de desenvolvimento e de afirmação da nossa Nação. sobretudo, se soubermos estimulá-lo e colocá-lo ao serviço de um ambicioso projecto de futuro, englobando as diversas componentes da comunidade nacional, repartidas pelo mundo.

Por outro lado, pelas suas implicações, não posso deixar de me referir à prática de actos que bolem com o respeito devido a instituições da República e podem contribuir para fazer perigar a paz social interna.

Impõe-se-nos defender e proteger os valores fundamentais do Estado de Direito, estabelecidos na Constituição, bem como as suas instituições, de entre as quais se destacam os órgãos judiciais. Em consequência desses actos, a segurança pública ganhou uma maior prioridade.

Além do mais, o amadurecimento da Democracia reclama instituições sólidas, devidamente apoiadas. Ela deve, por outro lado, ser capaz de fomentar projectos e programas aglutinantes das vontades nacionais. Por sua vez, as diferenças políticas devem resolver-se com comedimento e disposição de compromisso, buscando sempre que necessário o consenso e sempre que possível a realização do interesse público e do bem comum.

É verdade que temos pela frente desafios sérios. A maturação de um projecto político é isso mesmo. Uma acção coerente em prol do desenvolvimento e do progresso e, igualmente, de aperfeiçoamento sucessivo das instituições de um Estado soberano exige, necessariamente, um labor constante e traduz-se numa obra em permanente aperfeiçoamento. Tamanha missão não nos pode oferecer oportunidades de repouso, nem de descomprometimento.

Constitui responsabilidade nossa consolidar e ampliar os êxitos que, juntos, temos conseguido realizar. Para tal atingir, temos de ser mais fortes, o que só é possível se colocarmos os interesses comuns acima dos interesses particulares e cumprirmos as obrigações materiais e morais que temos para com o Estado. Estas obrigações, por sua vez, reclamam uma maior eficácia dos serviços públicos.

Não se pode ser indiferente ao futuro que se prepara, no e para o país. Impõe-se intervir e participar em todos os lugares e momentos, onde se constrói ou se decide sobre a vida da nossa comunidade nacional. Pois. cabe-nos o papel" e o lugar de artífices principais do futuro do nosso país. Este é o desafio que se coloca a todos os cabo-verdianos.

À juventude cabo-verdiana digo que vale a pena encarar o futuro com optimismo e com ambição. Por maiores que sejam os obstáculos que se apresentam, actualmente, na nossa caminhada, é minha convicção de que, inspirados pelo espírito e pela audácia da independência, vamos poder transpô-los e com sucesso. é uma questão de ambição assumida.

Para além do mais, dispomos já de muitos dos instrumentos indispensáveis para vencer o desafio.

Aos nossos compatriotas da Diáspora, reitero os sentimentos de afecto e de muita amizade. A todos, quero dizer que acredito que se abrem hoje perspectivas promissoras para assumirmos, em conjunto, um projecto de futuro ambicioso, baseado numa aliança fraterna entre todas as componentes que integram a nossa "Nação diasporizada".

Por fim, visto o papel central que cabe às famílias cabo-verdianas na preservação dos valores da cabo-verdianidade. na preparação das jovens gerações e na construção do bem-estar colectivo, dirijo-me a elas para apelar ao seu empenhamento na batalha comum por uma sociedade saudável, equilibrada, solidária e ambiciosa.

Nestes dias, temos acompanhado com consternação a tragédia provocada pelo sismo, seguido de um maremoto devastador, que arrasaram o litoral de vários países do Sul e do Sudeste Asiático e traduzida em imensas perdas humanas e em incalculáveis estragos materiais.

Manifesto, aqui, os sentimentos de profundo pesar e inclino-me, com respeito, em memória das vítimas.

Finalmente, é com satisfação que vos desejo, Cabo-verdianas e Cabo-verdianos, muita saúde e muitos sucessos durante o ano que vai entrar, ao serviço de um Cabo Verde próspero, justo e ganhador.»


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