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  Cabo Verde
Milhões e milhões de gafanhotos invadem Bissau
- 7-Jan-2005 - 18:11


Em pouco mais de dez minutos, a partir das 14:30 locais (mesma hora em Lisboa), Bissau foi literalmente invadida por milhões e milhões dos gafanhotos peregrinos que, quinta- feira, se encontravam a mais de 60 quilómetros da capital guineense.


O zunido do bater das asas é impressionante, da mesma forma que impressiona a nuvem provocada pelos gafanhotos, que chegam a "complicar" o voo dos "jagudis" (abutres), com choques sucessivos que, à primeira vista, torna engraçado o percurso que acabam por ter de fazer.

Imediatamente, as copas das árvores de fruto, sobretudo as papaieiras, mangueiros e bananeiras foram literalmente cobertas pelos gafanhotos, pondo termo aos diferentes tons de verde e dando-lhes uma cor alaranjada.

Nas ruas de Bissau, a população espanta-se a olhar para o céu e, especada, deslumbra-se com o acontecimento.

As "bolanhas" (arrozais) junto a Bissau, onde são abundantes quer os vegetais quer a água, estão também literalmente cobertas pelos gafanhotos que, em nuvens sucessivas descem como flocos de neve alaranjados, alterando toda a paisagem.

Numa volta pela cidade, a Agência Lusa verificou que não há um único local por onde não se sinta a presença dos gafanhotos que, contudo, voam acima dos dois metros para apenas pararem onde há comida.

A par dos gafanhotos sucedem-se, um pouco por toda a cidade, nuvens de fumo, provenientes de pneus a arder, com o intuito de afastar os insectos das residências.

Na zona entre o Bissau Hotel e o aeroporto, que se mantém aberto, estando prevista a chegada do voo semanal da TAP-Air Portugal, os dois tipos de nuvens são intensos, parecendo que anoiteceu de repente.

Em declarações à Lusa, o ministro da Agricultura guineense, João de Carvalho, manifestou-se "bastante preocupado", sobretudo pela velocidade com que a praga de gafanhotos está a deslocar-se através da Guiné-Bissau.

Quinta-feira, a praga estava localizada no leste do país, sobretudo no eixo Mansoa/Bafatá, a mais de 60 quilómetros de Bissau, bem como no norte, nas regiões de Oio e Cachéu, áreas de cultivo de subsistência das populações.

Criado foi já um "gabinete de crise", que envolve, além de técnicos do Ministério da Agricultura, membros do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e do programa Alimentar Mundial (PAM).

A ideia, segundo João de Carvalho, é criar um plano conjunto para fazer face à praga, recorrendo-se a aviões estrangeiros para lançar pesticidas, uma vez que a Guiné-Bissau não dispõe de um único aparelho.

No entanto, os meios aéreos não chegaram e o governo tenciona mobilizar fundos junto da FAO para a compra de pesticidas.

A praga de gafanhotos foi inicialmente detectada em Setembro último junto à Mauritânia e, lentamente, estendeu-se ao Senegal, Gâmbia, Guiné-Conacri, Mali e arquipélago de Cabo Verde.

João de Carvalho sublinhou que a ligeira brisa que sopra de norte poderá levar os gafanhotos para fora de Bissau, embora a caminho do sul, onde se situa o "celeiro" da Guiné-Bissau, e, depois, para a vizinha Guiné-Conacri.


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