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  Cabo Verde
Jornalistas dos PALOP queixam-se de falta de formação e de meios
- 10-Jan-2005 - 16:55


Falta de formação adequada e ausência de meios são dificuldades comuns aos jornalistas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), revelaram hoje os seus representantes durante o VI Congresso Internacional de Jornalismo de Língua Portuguesa.


"A comunicação social não é uma prioridade" num país pobre como Cabo Verde que tem "carências várias", explicou em entrevista à Lusa, Filomena Silva, presidente do Congresso e jornalista do título cabo-verdiano A Semana.

"Em Cabo Verde não existem escolas de jornalismo", referiu a responsável, acrescentando que "o mercado ainda é muito estreito" e "faltam condições", mas há também "uma certa apatia dos profissionais do jornalismo, que se refugiam na falta de condições para não fazer as coisas".

Para Filomena Silva, a "falta de entrega" e a "falta de profissionalismo" dos jornalistas cabo-verdianos constituem por isso o verdadeiro problema.

"Quando se quer realmente fazer uma coisa, faz-se", defendeu.

Filomena Silva considera, no entanto, que o jornalismo cabo- verdiano está em transformação, e que progressivamente vai "conseguir responder aos anseios da população".

Também Simão Anguilaze, da Televisão de Moçambique, se mostrou optimista em relação ao futuro do jornalismo no seu país.

"Desde há dois anos que temos uma lei de imprensa que é boa, que abre o campo para a actividade", explicou, e, ao contrário do que acontece em Cabo Verde, Moçambique já tem dois cursos universitários de jornalismo, que estão a formar "uma geração nova de jornalistas".

Mas, também aqui, "um dos grandes problemas é a pobreza do país", disse à Lusa Simão Anguilaze.

"Não há dinheiro nem equipamentos, os jornalistas têm muitas dificuldades", referiu.

Isto, apesar de tudo, não impede o pluralismo, já que "têm surgido muitos jornais e rádios", assinalou.

O mesmo sucede em Angola, onde, segundo o jornalista da televisão pública daquele país, Vítor Silva, surgiram nos últimos anos muitos títulos privados.

No entanto, salientou, "há discriminação para com as empresas privadas por parte do Estado", o que se traduz numa maior dificuldade de acesso às fontes.

Vítor Silva identifica ainda "muitos casos de falta de respeito das normas elementares do jornalismo", sobretudo porque "o exercício da liberdade de imprensa choca com a liberdade dos outros".

Outro dos traços negativos no retrato do jornalismo angolano está no monopólio do Estado sobre a televisão, para além de que o único jornal diário do país também pertence ao governo.

Além disso, "a distribuição é péssima", estando praticamente reduzida à região da capital, Luanda.

A isto soma-se o facto de existir apenas um curso médio de jornalismo no país.

O retrato traçado por Tony Tcheka, representante da Guiné- Bissau no Congresso, não é muito diferente dos anteriores.

"A instabilidade política, social e emocional do país tem obviamente repercussões na actividade jornalística e dificulta a tarefa de manter a opinião pública informada", disse à Lusa.

"Tudo é prioritário, mas a comunicação social e as questões ligadas à cultura não", frisou.

Como "não há nenhum instituto ou universidade com formação na área", "a formação dos jornalistas é inadequada", afirmou Tony Tcheka.

Para este jornalista da revista África Lusófona, outro dos problemas consiste no facto de as associações e sindicatos de jornalistas na Guiné-Bissau serem "praticamente inoperativos" e terem um "papel muito limitado".

"Ainda existe muita dependência do Estado" e "temos um quadro jurídico-legal que carece de ser aplicado à realidade", acrescentou ainda.

Esta dependência verifica-se também em São Tomé e Príncipe, onde não existem televisões nem rádios privadas.

O profissional da Televisão de São Tomé José Bouças de Oliveira considera, ainda assim, que tem havido alguma evolução no seu país neste sector, mas assinala que os jornalistas "exercem a profissão com isenção e imparcialidade" e que "não há grande influência por parte do Estado".

"A formação é que é o nosso calvário", salientou.

"Grande parte dos jornalistas não são formados, têm por base conhecimentos empíricos, mesmo os chefes de redacção", sustentou José Bouças de Oliveira.

Permanecem também outro tipo de dificuldades "sobretudo materiais, que impedem a cobertura de certos eventos", acrescentou, referindo, no entanto, que "os jornalistas têm superado os obstáculos".

O VI Congresso Internacional do Jornalismo de Língua Portuguesa, a decorrer hoje e terça-feira no Fórum Telecom, em Lisboa, é este ano subordinado ao tema "Media e Cidadania".

Organizado pelo Observatório da Imprensa - Centro de Estudos Avançados de Jornalismo, em parceria com o Projor - Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo e o Observatório da Imprensa do Brasil, o Congresso reúne jornalistas e estudantes universitários oriundos dos oito países de língua oficial portuguesa.

A influência dos media na formação da opinião pública, as pressões sobre os jornalistas e os conceitos de serviço público são alguns dos tópicos agendados para os dois dias de reflexão.


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