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Entrevista
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«Presença militar em Cabinda evita acções desestabilizadoras»
- 13-Jan-2005 - 15:06
A situação militar em Angola é "calma", mesmo no enclave de Cabinda, onde a presença de efectivos militares tem evitado acções "desestabilizadoras", afirmou hoje o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, general Agostinho Nelumba "Sanjar".
"De Cabinda ao Cunene não se regista qualquer problema", salientou aquele responsável militar, numa entrevista que concedeu à agência de notícias angolana, ANGOP.
Relativamente à situação no enclave de Cabinda, o general angolano considerou que "a presença de tropas na região dissuade qualquer tentativa de execução de actividade desestabilizadora, como acontecia anteriormente".
"As forças armadas intervieram militarmente na região com o objectivo de neutralizar as acções de banditismo que ali ocorriam", frisou o general "Sanjar", para quem aquelas actividades "não têm qualquer sustentação política".
O Chefe do Estado-Maior General das FAA considerou ainda que a via armada "não é a mais aconselhada" para a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) atingir os seus objectivos políticos.
"Tem sido feito um trabalho no sentido dos compatriotas da FLEC mudarem de postura, transformando as suas formações em verdadeiros partidos da oposição, para que, como qualquer outro partido, defendam as suas posições no parlamento angolano ou em outros fóruns", acrescentou.
Na entrevista que concedeu à ANGOP, o general "Sanjar" salienta que alguns dos antigos combatentes da FLEC que se entregaram às autoridades foram integrados nas Forças Armadas Angolanas como forma de "contribuir para a concórdia e estabilidade" do país.
Por outro lado, rejeitou as acusações de violações dos direitos humanos feitas aos efectivos das FAA que se encontram no enclave, reafirmando que se trata de denúncias com fins "meramente propagandísticos, que visam denegrir a imagem das tropas" que estão estacionadas em Cabinda.
"Os efectivos das FAA, pelo contrário, têm prestado apoio às populações", frisou, assegurando que, como em qualquer parte do território nacional, também em Cabinda "se alguém empunhar armas contra o poder instituído ou violar as leis vigentes, as FAA vão impor a ordem".
Na sequência da paz em que o país vive desde a assinatura dos acordos de Abril de 2002, o general Agostinho Nelumba "Sanjar" salientou que as forças armadas, apesar de manterem a preparação combativa, têm estado empenhadas em tarefas relacionadas com a reconstrução do país.
A desminagem, a construção de pontes, a reabilitação de vias de comunicação e o apoio à assistência a populações que vivem em zonas de difícil acesso foram alguns dos exemplos apontados pelo responsável militar angolano.
A cooperação técnico-militar foi outra questão abordada pelo Chefe do Estado-Maior General das FAA nesta entrevista, defendendo que "quando existe cooperação directa é mais fácil prestar apoio a um país necessitado ou receber ajuda de outros países".
Nesse sentido, considerou que as FAA dão "muita atenção" às relações de cooperação militar, especialmente "com os países vizinhos e com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)".
Nesta área, admitiu também a participação de forças angolanas em missões internacionais de paz promovidas pelas Nações Unidas, pela União Africana, pela Comunidade de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC) ou pela CPLP.
O general Agostinho Fernandes Nelumba "Sanjar" nasceu a 25 de Novembro de 1952 no município de Tchitato, na província angolana da Lunda Norte, tendo-se licenciado em Ciências Militares numa academia militar da antiga União Soviética.
Especializado em telecomunicações, assumiu o cargo de Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas a 24 de Junho de 2003.

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