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  Cabo Verde
PRS ameaça boicotar actualização do recenseamento
- 15-Jan-2005 - 15:05


O Partido da Renovação Social (PRS, maior força política da oposição guineense) ameaçou hoje boicotar o recenseamento eleitoral das Presidenciais deste ano caso a operação seja uma "mera actualização" dos cadernos, como foi anunciado quinta-feira pelo governo.


A ameaça foi feita por Artur Sanha, dirigente do PRS e ex- primeiro-ministro do governo de transição (Setembro de 2003 a Maio de 2004), numa pouco concorrida manifestação organizada em Bissau para celebrar o 13º aniversário do partido, fundado a 14 de Janeiro de 1992 por Kumba Ialá.

O comício decorreu em Empandja, um dos principais bairros dos arredores de Bissau e tradicional "feudo" do PRS, integrado no círculo eleitoral 25 e em que o partido de Kumba Ialá elegeu, nas legislativas de Março de 2004, a totalidade dos deputados (quatro).

No final do comício, Artur Sanha, que durante a sua intervenção não explicou que tipo de boicote fará, também não adiantou à Lusa qual a estratégia para evitar que a actualização do recenseamento eleitoral siga por diante.

"Não aceitamos uma actualização dos cadernos eleitorais porque vão basear-se em dados que se provaram que foram falsificados nas legislativas de Março último", disse Artur Sanhá, sublinhando que o PRS perdeu essas eleições por causa da "maquinação" criada pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Quinta-feira, o ministro da Administração Territorial da Guiné- Bissau, Mumine Embaló, afirmou que o governo decidiu actualizar os cadernos eleitorais, "um processo mais rápido e menos oneroso", justificou, para que as Presidenciais possam decorrer na data prevista.

Segundo Mumine Embaló, a operação de actualização dos cadernos eleitorais, que tem um orçamento ainda por financiar estimado em 312 milhões de francos CFA (cerca de 475 mil euros), começará a 13 de Fevereiro próximo e terá a duração de 15 a 21 dias.

Hoje, Artur Sanhá afirmou que a tese do menor custo é "infundada", uma vez que o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INEC) da Guiné-Bissau terá já dito que consegue realizar um recenseamento eleitoral de raiz mais barato do que o orçamento apresentado pelo governo para actualizar os cadernos eleitorais.

No comício, em que Kumba Ialá não esteve presente por se encontrar de visita privada a Marrocos, Artur Sanhá não se referiu uma única vez ao fundador do PRS, mas indicou posteriormente à Lusa que o antigo líder "é um dos possíveis candidatos" do partido às presidenciais.

No entanto, adiantou, a estratégia do PRS poderá passar por só divulgar o nome do candidato após o presidente da República, Henrique Rosa, marcar a data da votação, que terá de ser fixada com 90 dias de antecedência.

Segundo Artur Sanhá, a decisão sobre o candidato será tomada "em devido tempo" pelo Conselho Nacional do PRS, que reunirá para o efeito "na altura adequada".

O Partido da Renovação Social foi fundado a 14 de Janeiro de 1992, após Kumba Ialá, segundo a versão do PAIGC, ter sido expulso do partido, ou, segundo a sua própria versão, o ter abandonado.

Dois anos depois, tornou-se a segunda maior força política da oposição e viu Kumba Ialá disputar uma impensável segunda volta das presidenciais contra o então presidente João Bernardo "Nino" Vieira, que venceria a votação com 52 por cento dos votos.

Nas eleições gerais de Novembro de 1999 e Janeiro de 2000, o PRS venceu em toda a linha, tendo obtido uma maioria relativa no Parlamento e visto Kumba Ialá derrotar, também na segunda volta das presidenciais, o candidato do PAIGC, Malam Bacai Sanhá.

No entanto, em Setembro de 2003, após três anos de governação, contestada por todos os quadrantes políticos, militares, sociais e intelectuais do país, o regime do PRS foi derrubado através de um golpe de Estado liderado pelo general Veríssimo Correia Seabra, então chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).

Com Kumba Ialá privado de exercer funções político-partidárias, o PRS lançou-se nas legislativas de 2004 e, quando todos esperavam uma acentuada queda do partido, tornou-se a maior força política da oposição, elegendo 36 dos 102 deputados.


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