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Empresários e políticos
esquecem a Lusofonia

- 17-Jan-2005 - 18:16


Jorge Sampaio foi à China fazer diplomacia económica mas, mais uma vez, a África Lusófona ficou na gaveta

O Presidente da República portuguesa, Jorge Sampaio, classificou como "absurdas" as acusações feitas por sindicatos portugueses de que a sua visita à China, cuja comitiva integrou dezenas de empresários, serviria para beneficiar a deslocalização de empresas portuguesas para o mercado chinês. Seja como for, um responsável da Maconde, disse que "provavelmente” a sua empresa e outras vão, no futuro, encarar a possibilidade de sub-contratar uma parte da sua produção na China". Dos Países Africanos de Língua Portuguesa é que ninguém se lembra.


Por: Jorge Castro

"Eu tenho feito um esforço gigantesco, com imenso prazer, de procurar sistematica e organizadamente internacionalizar a economia portuguesa. Esse é o meu esforço. Não ando aqui a viajar para brincar e as principais testemunhas são os jornalistas que se cansam aliás do ritmo que imponho a estas coisas", afirmou o presidente, justificando a ida à China.

O Chefe de Estado foi confrontado com acusações de sindicatos portugueses de que estaria, com as suas visitas oficiais, a promover a deslocalização da produção têxtil portuguesa para mercados muito mais competitivos pelos seus baixos salários, como é o mercado da China.

Os sindicatos fazem o seu papel mas, é claro, bem poderiam apresentar alternativas. Porque será que todos passam ao lado dos PALOP?

Recorde-se que, no sábado, o matutino Correio da Manha dava conta que a Maconde e a Riopele estariam interessada em transferir processos produtivos para a China onde os custos de produção são mais baixos do que em Portugal.

Defendeu que "se Portugal não se prepara para a globalização que está em curso e se (os portugueses) perante alguns sectores continuarem a ter a mesma atitude de há 30 anos, então terão questões muito sérias do ponto de vista industrial e comercial em Portugal".

Jorge Sampaio tem razão. Pena é que, com a mesma atitude de há 30 anos, empresários, políticos e Presidência da República se esqueçam que há alternativas bem mais perto... e em português.

"Nenhum Presidente da República tem dado mais atenção à necessidade da qualificação dos nossos trabalhadores, à defesa dos direitos sindicais, à necessidade de trazer inovação para o sector produtivo, à reestruturação que é preciso fazer nas empresas", salientou Jorge Sampaio.

A globalização galopante, como referiu, antes de dar oportunidades "dá muitas coisas extremamente negativas", disse. Por isso, concluiu, se não se trabalhar então vão-se perder "grandes oportunidades", razão pela qual é necessário uma adaptação à economia global, usar uma tecnologia melhorada e aproveitar a capacidade portuguesa na inovação.

"Portugal não pode ser um país de salários baixos - já vimos que esse modelo está acabado - temos de saber fazer as coisas para o futuro", disse.

Será, Dr. Jorge Sampaio, que “fazer as coisas para o futuro” não significa olhar a sério e primeiro para os irmãos que temos em África e só depois para os outros?

Entretanto, Aurélio Silva, presidente do Conselho de Administração da Maconde, afastou a possibilidade de encerrar fábricas em Portugal mas não de contratar serviços, como aliás já o faz, noutros países.

"A Maconde tem produção em Portugal, em fábricas próprias e sub-contrato", disse.

Além disso, a marca tem fábricas e sub-contrato em Marrocos, tem produção na Roménia e na Bulgária, precisou.

O mesmo responsável considerou que, "provavelmente, a Maconde e outras empresas portuguesas e europeias vão, no futuro, encarar a possibilidade de sub-contratar uma parte da sua produção na China".

"Isso não significa que haja redução em Portugal mas pode acontecer que seja em Marrocos, na Bulgária ou na Roménia", concluiu.

Marrocos, Bulgária ou na Roménia? E por que não em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau ou São Tomé?


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