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  Cabo Verde
RGB concorre às legislativas em coligação
- 13-Jan-2003 - 18:18

Independentemente dos problemas judiciais que a afectam neste momento, a Resistência da Guiné-Bissau (RGB) vai concorrer às eleições legislativas antecipadas de 20 de Abril próximo, não em nome próprio, mas integrada numa aliança.

A afirmação é do líder do partido RGB, Hélder Vaz Lopes, que, numa entrevista à Agência Lusa em Lisboa, onde se encontra em visita privada, afirmou ter garantido já o apoio de pelo menos seis forças políticas, embora de pouca expressão, para uma coligação que terá nome e símbolo próprios, ambos por definir.

"A ideia é formar uma frente comum contra o regime do presidente Kumba Ialá e do Partido da Renovação Social (PRS, no poder)", sublinhou Hélder Vaz, que não excluiu a possibilidade de, após a votação, fazer uma aliança com o Partido Africano de Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, antiga formação política única).

"Serei eu o líder da coligação, uma vez que as alianças já feitas têm em conta os resultados das eleições gerais de 1999", em que a RGB se prefigurou como o maior partido da oposição, assegurou o líder do grupo político também conhecido em Bissau por "Bafatá" ou "Galo Branco".

Questionado pela Agência Lusa sobre uma eventual aliança com o Partido Unido Social Democrata (PUSD), que recentemente elegeu o antigo primeiro-ministro Francisco Fadul para seu líder, Hélder Vaz mostrou-se disponível, mas sublinhou que não houve ainda quaisquer contactos com aquela formação política.

Hélder Vaz admite que a disputa judicial que mantém com Salvador Tchongó, que reivindica nos tribunais a liderança da RGB, tem causado alguns problemas, sobretudo no exterior do país, responsabilizando a imprensa por dar voz a "alguém que não existe".

"Salvador Tchongó não existe. É uma ficção do presidente (da Guiné-Bissau) Kumba Ialá que, ao longo destes três últimos anos, nada mais tem feito do que tentar desacreditar a RGB, porque Kumba Ialá tem medo do nosso partido", afirmou Hélder Vaz.

"É pena que a comunicação social, sobretudo a estrangeira, lhe dê voz, pois em Bissau já todos sabem quem ele é e quem representa. Nos últimos três anos tem estado sempre ao lado de Kumba Ialá e só tem quatro militantes. Nós contamos com 141 mil", acrescentou.

"Tchongó aposta numa política de mediatização e tem conseguido resultados", sustentou Hélder Vaz, que desdramatizou o facto de os tribunais guineenses já terem dado razão, por duas vezes, a Tchongó, embora, numa terceira instância, em recurso, a sua direcção tenha saído vencedora, mesmo apesar de dizer que, no país, "o poder judicial é manobrado por Ialá".

Independentemente disso, sublinhou, os dirigentes da RGB irão apresentar-se às legislativas integrados numa coligação, e não em nome do partido, o que permitirá contornar a possibilidade de a denominação desta formação política ser posta em causa judicialmente.

Nesse sentido, afirmou que já há acordo com os partidos da Convergência Democrática (PCD) e Socialista (PS), com as frentes Democrática (FD), Democrática Social (FDS) e de Libertação para a Independência Nacional da Guiné (FLING) e também com o Fórum Cívico Guineense/Social Democrata (FCG/SD).

Actualmente, acrescentou, a RGB está em negociações com os partidos para a Unidade Nacional (PUN) e Popular Guineense (PPG), com a Aliança Socialista Guineense (ASG) e também com o Partido Social Democrata (PSD), este de Joaquim Baldé, antigo porta-voz da RGB.

O reverso da medalha é a descapitalização do seu partido. "Consciente" da falta de meios logísticos, e sobretudo financeiros, para a pré-campanha e campanha eleitoral, Hélder Vaz disse à agência Lusa que "confia" nos militantes e nos "amigos portugueses" da RGB.

"Tudo para combater o dinheiro que Kumba Ialá trouxe da Líbia", país recentemente visitado pelo chefe de Estado e com o qual tem excelentes contactos, acrescentou, salientando que o actual presidente da República "põe e dispõe do Tesouro Público" guineense.

Prometeu também um "governo de unidade nacional", em que os quadros governamentais serão convidados pela sua competência e não pela cor partidária, num regime semi-presidencialista e não presidencial, "pois (em caso contrário) resvalar-se-ia facilmente para uma ditadura".

Defende também uma segunda câmara do parlamento, que congregue os chefes tradicionais das diferentes regiões do país, mas os moldes terão de ser alvo de uma reflexão entre todos os agentes políticos e a sociedade civil e, ainda, a Assembleia Nacional Popular (ANP).

"Mas essa não é uma prioridade para já, mas sim para dentro de alguns anos. A prioridade é tirar o país da crise económica e política em que se encontra", sublinhou.

Sobre uma eventual coabitação com Kumba Ialá, caso a coligação da RGB vença as eleições, Hélder Vaz manifestou-se disponível, mas impõe a condição de que o comportamento do presidente guineense "esteja de acordo com as regras democráticas".

"Caso contrário, haverá outras opções", advertiu, admitindo a possibilidade de exigir a convocação de presidenciais antecipadas.

"Recorreremos a todas as vias, se Kumba Ialá continuar a fazer o elogio à loucura e a dificultar a vida à governação", disse.

José Sousa Dias
da Agência Lusa
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