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  Cabo Verde
«Todo os salazaristas devem
abandonar a Guiné-Bissau»

- 14-Jan-2003 - 0:25


Ao seu melhor estilo, Kumba Ialá ataca os «neocolonialistas» , afirma que «Salazar já morreu» e que, por isso, «todos os salazaristas devem abandonar opaís». Nem mais...


O presidente da Guiné-Bissau volta ao ataque, provavelmente de modo a arranjar um motivo para adiar as eleições legislativas previstas para dia 20 de Abril. Vai daí, desferiu um violento ataque aos "neocolonialistas", afirmando que "Salazar já morreu" e que "todos os salazaristas devem abandonar o país". Afirmações feitas perante um grupo de populares na Presidência da República, em Bissau, em que informou que "o aeroporto está aberto para a saída de todos aqueles que têm compromissos com os portugueses".

Num clima claramente eleitoralista, o chefe de Estado guineense concentrou o verbo "atacar" nos políticos da Guiné-Bissau que considera serem "amigos" dos portugueses e no Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

"Algumas pessoas já entenderam a essência da democracia, mas outras nem por isso, e os que nos querem hoje ensinar o que é a democracia são aqueles que atrasaram o país durante 500 anos - referindo-se à colonização portuguesa - e que são, ainda, as antenas e os acólitos do neocolonialismo na Guiné-Bissau", afirmou.

"Não há mais lugar para o neocolonialismo na pátria de Amílcar Cabral, mesmo que seja em sonhos, porque foram estas pessoas que enganaram o ex-presidente "Nino” Vieira, conduzindo o país à guerra" de 7 de Junho de 1998, avisou Kumba Ialá.

"Cada povo tem a sua civilização e a civilização da Guiné- Bissau é a sua cultura que confronta com o complexo de alguns políticos", frisou.

"Aqueles que têm dívidas ao Estado vão ser obrigados a pagar e esse momento está para chegar, mesmo que estejam escondidos em partidos políticos", avisou, numa alusão ao líder do PAIGC.

Carlos Gomes Júnior é também um empresário de sucesso, com fortes ligações a empresas portuguesas públicas, sobre quem Kumba Ialá já lançou fortes suspeitas sobre a origem da sua fortuna e prometeu "abrir o livro" em breve.
No entanto, Ialá não repetiu ontem a intenção demonstrada na sexta-feira passada de participar activamente na campanha eleitoral ao lado do Partido da Renovação Social (PRS), que fundou em 1992, tendo gerado uma forte polémica.

Todavia, um dos seus conselheiros, no encontro com os populares na presença de Kumba Ialá, pediu publicamente o voto no PRS e aconselhou o "povo" a não se deixar enganar pela oposição.


DEPUTADOS TAMBÉM DEVEM SER SALAZARISTAS


Entretanto o presidente exigiu que as contas da Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento) fossem passadas a "pente fino", mas os deputados responderam pondo em causa a legalidade da iniciativa de Kumba Ialá.

O chefe de Estado ordenou publicamente ao Tribunal de Contas (TC) para, num prazo de 90 dias, verificar as contas do conselho de administração do Parlamento, de Janeiro de 2001 a Dezembro de 2002, alegando ter conhecimento de fortes indícios de práticas de corrupção naquele órgão de soberania da Guiné-Bissau.

As ordens de Kumba Ialá foram imediatamente seguidas pelo presidente do TC, Caetano Intchamá, que criou uma comissão de audição composta por técnicos da Procuradoria Geral da República (PGR) e do Ministério da Administração Interna (MAI), além de pessoal do próprio TC.

A comissão permanente da ANP, que mantém funções no actual cenário de dissolução do Parlamento, reuniu-se durante o fim de semana para analisar as intenções de Kumba Ialá.

Os deputados decidiram aceitar o princípio da auditoria "em nome da transparência e da dignidade" mas exigindo a reformulação da equipa de auditores, porque "é inaceitável que elementos do MAI e da PGR façam parte da equipa de auditores", pois "estas duas instituições têm funções caracteristicamente diferentes".

O despacho que criou a comissão de auditoria às contas do Parlamento é assinado conjuntamente pelo presidente do Tribunal de Contas, pelo Procurador Geral da República e pelo ministro da Administração Interna.

A comissão permanente da ANP entende igualmente que foi "menos digna" a forma como o despacho que dá conta da criação da comissão de auditoria se dirigiu a este órgão de soberania e questiona, por isso, a sua legalidade.

O Tribunal de Contas, frisam os deputados, é um órgão independente de fiscalização das receitas e despesas públicas, que pode intervir sem que para isso seja instruído, numa alusão ao facto de o pedido de uma auditoria às contas do Parlamento ter sido feito por Kumba Ialá num comício popular.

A comissão permanente da ANP, "em nome da referida transparência", pede ainda ao TC que alargue as auditorias aos demais órgãos do Estado que têm vindo a ser publicamente acusados de desvio de fundos públicos.

Nomeadamente ao Governo, a que "o TC deve exigir que apresente as contas gerais do Estado referentes aos exercícios dos anos 2000 e 2001, bem como toda a documentação necessária à sua apreciação".

A ANP recebe anualmente, através do Orçamento Geral do Estado, cerca de 1,1 milhões de euros, sendo 70 por cento desta verba gasta no pagamento de ordenados aos deputados e funcionários e despesa corrente.

No entanto, no momento em que este processo foi despoletado, Kumba Ialá lançou a dúvida sobre a "justiça" dos gastos do Parlamento, enfatizando, neste contexto, os ordenados, que considerou sumptuosos em comparação com os auferidos pelos funcionários públicos e também questionou o "destino" das verbas afectas à ANP.

Uma fonte da ANP disse que "não se pode ignorar a coincidência temporal entre o prazo da auditoria - 90 dias - e a data das eleições legislativas antecipadas - 20 de Abril - porque não deve ser mero acaso".

A mesma fonte recordou que Kumba Ialá tem "apostado claramente na desacreditação de alguns deputados da Nação" e que a auditoria "serve perfeitamente esse propósito".

"Uma auditoria a contas tão simples como as da ANP faz-se em dois e não em 90 dias, sendo este dilatado prazo claramente intencional para que os resultados sejam divulgados em cima das eleições", disse, alertando para o facto de estes resultados poderem ser "relevantes para a apresentação de candidaturas e formação de listas".

MANUEL GILBERTO
Com Agência Lusa
Foto: LUIS FORRA/Lusa
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