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  Entrevista
«Vamos ter uma sala de cinema, não sabemos é quando», diz Carlos Vaz
- 27-Jan-2005 - 18:07


A Guiné-Bissau vai ter uma sala de cinema "digna desse nome", mas "falta é saber quando", ironizou hoje numa entrevista à Agência Lusa o presidente do Instituto Nacional de Cinema (INC) guineense.


Por José Sousa Dias
da Agência Lusa

Carlos Vaz sublinhou que a Guiné-Bissau não dispõe de uma única sala de exibições com as condições mínimas de segurança e higiene, pois as que existem são "meras barracas" em que se liga um vídeo e se projecta o filme na parede.

Na entrevista, destinada a fazer um balanço do I Encontro Nacional de Cinema, que decorreu terça e quarta-feira em Bissau com o apoio do Instituto de Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM) de Portugal, Carlos Vaz mostrou-se "desolado" com o actual panorama cinematográfico no país, onde "tudo está por fazer".

Mas, realçou, estão já a ser dados os primeiros passos para o relançamento da produção cinematográfica na Guiné-Bissau, uma vez que o INC, reactivado em Setembro de 2003 após década e meia de abandono, está apostado em relançar todas as actividades relacionadas com o cinema.

Para já, acrescentou, foi assinado em Novembro de 2004 um acordo de cooperação com o ICAM, o que vai possibilitar abrir "novos horizontes" no panorama audiovisual no país, nomeadamente nos domínios da realização, co-produção e formação.

O acordo já começou a dar os seus frutos e, destacou, em apenas dois meses, pôs-se de pé uma estrutura paralisada, realizou-se um encontro de reflexão e o INC já dispõe de um equipamento digital para equipar uma sala de cinema, oferta concretizada hoje pelo vice- presidente do ICAM, José Pedro Ribeiro, no valor de 5.000 euros.

"Só não sabemos onde vamos instalar esse equipamento, pois todos os edifícios que, no passado, serviram para projectar ou exibir filmes estão total ou parcialmente destruídos", afirmou Carlos Vaz.

Mas, sublinhou, o encontro constituiu, "em si", uma vitória, dado que, pela primeira vez, se juntaram representantes de várias áreas, entre políticos, governantes, técnicos de cinema, realizadores e formandos nacionais e estrangeiros, alguns de Portugal.

Segundo o antigo jornalista e também actor e realizador, o evento permitiu também analisar muitos dos aspectos que faltam para criar uma "pequena indústria de cinema, à escala da Guiné-Bissau".

"A Guiné-Bissau tem características muito peculiares. Acreditamos que um dia poderemos ter uma sala de cinema, mas não sabemos é quando. No quadro do INC, vamos trabalhar nesse sentido", afirmou Carlos Vaz.

Para já, o INC vai aproveitar as suas próprias instalações, nomeadamente o auditório, para criar um espaço para começar a fazer filmes e, em breve, vai criar um Fundo Nacional de Cinema para que se possa, mais tarde, reconstruir as salas de exibição.

Das recomendações do encontro, Carlos Vaz destacou a necessidade de se apoiar a produção nacional e a formação, ao mesmo tempo que se melhoram as salas de cinema, "em que terá de se ter o cuidado de evitar que possam constituir um veículo de transmissão de doenças".

Vital é, sublinhou, empregar novas tecnologias, "para minimizar custos", e a aprovação, pelo Governo e Parlamento, da Lei Nacional do Cinema e Audiovisual, "para criar regras e enquadrar o sector".

Segundo Carlos Vaz, existe já uma comissão técnica que tem trabalhado na regulamentação das salas de cinema, tendo já sido elaborado um esboço do regulamento, em que se definiram quais devem ser as condições técnicas das salas.

A comissão integra, além do ONC, representantes do Ministério da Saúde, Bombeiros, Polícia, Câmara Municipal, e Instituto.

"Nós apoiamos, não produzimos, os filmes e uma das ideias que quero propor aos realizadores guineenses é a criação da Associação dos Cineastas, para que possam ser autónomos a angariar meios e fundos para realizar produções ou co-produções", defendeu.

Segundo Carlos Vaz, a Guiné-Bissau tem, "em termos práticos", apenas dois realizadores de renome - Flora Gomes e Sana Na Hada - mas já há incentivos para que surja uma nova geração de cineastas, através de um programa apoiado pelo ICAM e que já dá frutos em Moçambique.

A este respeito, Carlos Vaz lamentou a falta de apoios do Estado, responsabilizando-o pela incapacidade manifestada em mais de 30 anos em garantir e promover a cultura guineense.

"Foram os realizadores nacionais que, com o esforço individual, conseguiram andar muito mais depressa e projectaram o cinema guineense além fronteiras. Paradoxalmente, o cinema guineense tem muito mais projecção lá fora do que cá dentro. Há que começar a inverter isso e a cultivar os nossos valores artísticos", sustentou.


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