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  Cabo Verde
Mulheres querem maior participação nos centros de decisão política
- 1-Feb-2005 - 18:23


As mulheres guineenses exigiram uma maior participação nos centros de decisão política, pois poucas são as que, após 30 anos de independência, desempenham cargos de alto nível na Guiné-Bissau.


A exigência foi apresentada por Cármen Pereira, antiga presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento) e várias vezes ministra, por ocasião do 42º aniversário da morte de Titina Silá, Dia da Mulher Guineense, hoje comemorado em todo o país.

Titina Silá foi elevada a "heroína nacional" depois de, a 30 de Janeiro de 1973, ter sido abatida a tiro pelas forças militares de Portugal durante a guerra pela independência (1963/74) na antiga colónia portuguesa.

Numa alocução na Praça Titina Silá, em Bissau, de onde seguiu depois uma marcha pacífica de mulheres, Cármen Pereira sublinhou que, actualmente, o poder político conta com apenas cinco representantes do sexo feminino.

São os casos da actual presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Maria do Céu Monteiro, das ministras da Saúde, Odete Semedo, e da Solidariedade Social, Eugénia Saldanha, e das secretárias de Estado dos Combatentes, Isabel Buscardiny, e do Turismo, Lurdes Vaz.

No Parlamento, eleito em Março de 2004, são cerca de uma dúzia as representantes do povo entre os 100 eleitos, notou.

A data ficou marcada pela ausência das mais altas autoridades políticas do país, uma vez que o chefe de Estado, Henrique Rosa, o presidente do Parlamento, Francisco Benante, e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, estão em visitas oficiais ou de trabalho no estrangeiro.

Curiosamente, e face à ausência do país de Henrique Rosa e de Francisco Benante, a Guiné-Bissau está actualmente a ser presidida por uma mulher, Satu Camará, 1ª vice-presidente do Parlamento.

A história da Guiné-Bissau, país que declarou unilateralmente a independência de Portugal a 24 de Setembro de 1973 - Lisboa só a reconheceria oficialmente a 10 de Setembro de 1974 -, refere que Titina Silá foi abatida a tiro pela tropa colonial portuguesa quando atravessava, de canoa, o rio Farim, norte da então província portuguesa da Guiné.

A sua morte ocorreu quando se deslocava para as cerimónias fúnebres do líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Amílcar Cabral, assassinado dez dias antes em Conacri em circunstâncias ainda por apurar.

Na História aprendida nas escolas guineenses, Titina Silá simboliza o "elevado contributo" que um vasto número de mulheres deu ao processo de independência da Guiné-Bissau.

Contudo, hoje, volvidos 32 anos sobre a independência, a realidade da mulher guineense é idêntica à de muitas outras originárias de países pobres, como o caso da Guiné-Bissau.

Num país de cariz essencialmente rural, e não obstante o apoio internacional, as mulheres defrontam-se ainda com o difícil acesso ao ensino, razão pela qual a baixa escolaridade faz do grupo feminino o mais elevado na taxa de analfabetismo, que ronda os 80 por cento.

Nos centros urbanos, nomeadamente em Bissau, a mulher, que em África é muitas vezes o principal suporte da família, reinventa-se e inventa a economia, originando a explosão do mercado paralelo, feito de mil negócios, numa tentativa vã de iludir uma inflação galopante.

Na Guiné-Bissau, apesar de representarem mais de metade dos cerca de 1,3 milhões de habitantes, contam-se pelos dedos as mulheres que se encontram nos centros de decisão.

Em 1994, apenas sete mulheres foram eleitas deputadas, tendo esse número subido para 12 nas de 1999. Apesar de tudo, a mulher tem estado sempre presente no Governo, embora em significativa minoria.


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