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Entrevista
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Investigação criminal quer esclarecer morte de político da oposição
- 16-Feb-2005 - 15:38
O novo responsável da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) de Angola, Eduardo Cerqueira, assegurou hoje o empenhamento da instituição no esclarecimento do assassínio do líder do PDP-ANA, Mfulumpinga Landu Vítor, mas não se quis comprometer com prazos.
"Os profissionais de investigação que estão a trabalhar neste caso, bem como noutros que foram mais mediatizados, estão a trabalhar com muita seriedade e empenho e, a qualquer altura, podem aparecer resultados", afirmou.
Eduardo Cerqueira, recentemente empossado na chefia da DNIC, salientou, no entanto, que "o esclarecimento de crimes não tem datas".
"Não se podem fixar datas nem prazos para o esclarecimento de crimes", frisou o responsável pela investigação criminal em Angola, numa entrevista que concedeu à emissora estatal angolana.
O esclarecimento da morte de Mfulumpinga Landu Vítor, líder do PDP-ANA, um pequeno partido com representação parlamentar, tem vindo a ser repetidas vezes exigido pelas principais forças da oposição angolana e por organizações da sociedade civil.
O presidente do PDP-ANA foi morto a tiro no início de Julho, nas imediações da sede do seu partido, para onde se tinha dirigido depois de ter participado numa reunião do Conselho de Estado.
Este caso, assim como os assassínios de dois cidadãos estrangeiros em hotéis de Luanda, tem sido apontado como um exemplo da ineficácia da polícia de investigação criminal, que ainda não conseguiu descobrir os autores dos crimes, apesar de já terem passado vários meses.
O director da DNIC escusou-se hoje a fazer qualquer comentário sobre o estado das investigações, alegando que "os suspeitos ou pistas que possam existir estão no âmbito do processo e não podem ser divulgados ao público devido ao respeito pelo sigilo da investigação".
"Trabalhar num processo não significa que tenhamos que informar a cada passo. Se assim fosse, estaríamos a trabalhar numa pesquisa pública, o que não é o caso", frisou.
Na entrevista que concedeu à Rádio Nacional de Angola, Eduardo Cerqueira admitiu que podem existir no país redes criminosas organizadas, salientando que existem "casos que têm laivos de uma certa organização".
"Não podemos afastar a hipótese de termos (em Angola) grupos que possam executar acções de forma concertada", afirmou.
O director da DNIC recusou, por outro lado, entrar na polémica em torno da tutela da instituição, defendendo que a sua preocupação está relacionada com o funcionamento da DNIC e não se ela é tutelada pelo Ministério da Justiça, como defendem alguns sectores da sociedade, ou pelo Ministério do Interior, como actualmente acontece.

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