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Maputo e Bissau ou o colonialismo
- 21-Feb-2005 - 16:35
Alguns dirigentes políticos dos Países Africanos de Língua Portuguesa teimam em responsabilizar Portugal por tudo e por nada, procurando dessa forma atirar para os outros a sua incompetência. Ou seja, utilizam a colonização para tudo o que é mau, mentindo em muitos casos.
O futuro presidente de Moçambique, Armando Guebuza, por exemplo, diz que a FRELIMO (que lidera o país desde a independncia) fez mais em 30 anos de independência do que o colonialismo português em cinco séculos. Por sua vez, o presidente do Parlamento guineense, Francisco Benante, defende que Portugal e a Europa deviam constituir um "mini-Plano Marshall" para salvar a Guiné-Bissau, acrescentando que “está a interpelar a consciência colectiva de Portugal pelos longos anos de colonização e de escravatura”.
A afirmação de Guebuza, futuro presidente da República, reflecte falta de preparação política, sobretudo se comparada com Joaquim Chissano, para assumir o mais alto cargo do país.
Ao intervir num comício eleitoral em Manica, província do centro do país, Guebuza considerou que o Governo da Frelimo, no poder desde a independência, em 1975, construiu 10 ou 20 vezes mais infra-estruturas, como escolas e hospitais, do que "em 500 anos de colonialismo".
O colonialismo português continua, aliás, a ser uma desculpa que serve para tudo, seja em Moçambique, na Guiné-Bissau ou em Angola. Quanto mais depressa se ultrapassar o complexo colonial nas suas duas vertentes (o do colonizador e o do colonizado), mais fácil serão as relações entre Estados.
Aliás, como diz Mia Couto, "o actual colonialismo dispensa colonos e tornou-se indígena em nossos territórios. Não só se naturalizou, como passou a ser co-gerido numa parceria entre ex-colonizadores e ex-colonizados".

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