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O poder do PS acima de tudo
- 21-Feb-2005 - 17:45
José Sócrates, com a notável ajuda de Jorge Sampaio, arrumou o PSD e o PP. Santana Lopes não só perdeu as eleições como se arrisca a perder a cabeça no seio do seu partido, tantos são os antropófagos que a reclamam mas que abandonaram o barco quando entrou a primeira gota de água. Paulo Portas perdeu, bateu com a porta mas terá de regressar, ou continuar, na liderança. O CDS/PP não tem quem o substitua. Falemos, contudo, daquele que é (ou era) – segundo Manuel Alegre – “teimoso” e “arrogante”: José Sócrates.
Na altura em que era ministro do Ambiente, Agosto de 2001, José Sócrates foi qualificado por Manuel Alegre como "teimoso", "obsessivo" e "arrogante" por não querer que Portugal abandonasse progressivamente a co-incineração em cimenteiras.
"Não há racionalidade capaz de o convencer Sócrates", declarou na altura Manuel Alegre ao PÚBLICO, lamentando que o carácter do ministro o impeça de reconhecer a "clara contradição" entre a assinatura da convenção da ONU sobre a matéria e o início da co-incineração em Portugal.
Para Manuel Alegre, a revelação então feita de que Portugal era signatário de uma convenção internacional que condena a co-incineração, demonstrava com clareza que "alguém se enganou: ou quem assinou a convenção ou quem decidiu levar para a frente a co-incineração. Há uma clara contradição e o ministro não a admite por uma questão de prestígio e poder, mais nada!...".
O deputado estava ao tempo (se calhar agora, no poder, pensa de maneira diferente) convencido de que a co-incineração "não resolve o problema dos lixos tóxicos", mas reconhecia que era difícil reavaliar a situação enquanto houvesse um ministro do Ambiente que usa a "autoridade pela autoridade", seguindo o princípio do "quero, posso e mando".
"Se eu estivesse na situação dele, demitia-me", assegurou Alegre, dizendo-se, no entanto, certo de que José Sócrates não abandonará o seu cargo, porque, "para ele, o poder está acima do resto".
Neste contexto, o deputado socialista disse que "o primeiro-ministro (António Guterres) deveria reflectir sobre aquilo que andava a fazer, ao assinar uma convenção internacional e, depois, fazer outra coisa".
"Por razões que eu não quero adiantar, o ministro Sócrates tem cobertura política", afirmou Alegre, ao acusar o Governo socialista de se reger por um "critério de fidelidades" já evidenciado quando António Guterres não demitiu Armando Vara do cargo de ministro da Juventude e Desporto, ao rebentar a polémica sobre a Fundação para a Prevenção e Segurança.
orlando@orlandopressroom.com

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