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  Cabo Verde
Historia do país é residual no sistema de ensino
- 16-Jan-2003 - 14:48

O historiador cabo-verdiano Daniel Pereira lamenta que o exemplo deixado com a luta da independência e a história do seu país continuem a não merecer a devida atenção no sistema de ensino em Cabo Verde.

Ao apresentar quarta-feira à noite a obra de investigação histórica "Uma luta, um partido, dois países", escrita pelo antigo Presidente da República, Aristides Pereira, sobre a independência da Guiné e de Cabo Verde, salientou que as referências ao passado do seu povo merecem na escola um espaço residual.

"Só por dificuldades em lidar com o passado se compreende o estado do ensino da história nas escolas do país", sublinhou.

De acordo com Daniel Pereira, os jovens "são filhos da independência, mas não conhecem como ela foi obtida".

O espaço das matérias de história "não pode ser residual, como até agora, mas de um país independente que procura conhecer o seu passado".

Ao reportar-se ao lançamento de "Uma luta, um partido, dois países", observou que foi "uma forma de assinalar condignamente a morte de Amílcar Cabral". A sessão deu início ao programa evocativo dos 30 anos sobre o seu assassinato.

Companheiros de luta, Amílcar Cabral, Aristides Pereira e Pedro Pires, actual Presidente da República de Cabo Verde e também presente na sessão, fizeram parte de uma grupo que com "humildade e espírito de missão se dedicaram a uma causa que consideravam justa".

"É uma das características da geração de Cabral. Acreditar que apesar de mil dificuldades se consegue construir um país onde se pode viver condignamente. E essa mensagem é importante para as gerações futuras", sublinhou Daniel Pereira.

Em Novembro de 2002, poucos dias antes de lançar em Lisboa "Uma luta, um partido, dois países", Aristides Pereira declarara à agência Lusa que o seu desejo foi deixar um testemunho para as gerações vindouras sobre a luta da independência.

"Primeiro foi a necessidade de registar os factos salientes da nossa luta, garantir referencias para as gerações vindouras, e também garantir a verdade dos factos em relação à luta de libertação nacional", afirmara na altura.

Aristides Pereira foi secretário-geral adjunto do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), em vida de Amílcar Cabral, e seu sucessor no cargo de secretário geral após o assassínio, a 20 de Janeiro de 1973. Nas matas da Guiné-Bissau ajudou a coordenar o movimento armado que lutava pela independência dos dois territórios.

Assumindo-se como um dos principais protagonistas dos movimentos de libertação nas antigas colónias portuguesas, e perante a carência de testemunhos de quem viveu por dentro a luta, quis também deixar uma obra que servisse de referência aos estudiosos desse período da história.

"É simplesmente um testemunho que eu pensei fazer, e que considerei um dever", algo que "possa servir aos historiadores, àqueles que possam estar interessados na história dos nossos países, para terem referencias seguras e credíveis para agir", justificou.

Era um projecto que acalentava desde 1991 ou 1992, quando abandonou o cargo de Presidente da República de Cabo Verde, ao fim de 15 anos, mas razões várias forçaram-no a adiar.

Em 1995, numa conferência, o director geral da UNESCO deu-lhe um novo impulso. Falou-lhe da ideia e foi incentivado a dar-lhe forma, também perante a promessa de apoio financeiro.

Montou um projecto, que foi financiado em parte pela UNESCO e outras entidades, reuniu uma equipa de investigadores, e agora aí esta o resultado, "Uma luta, um partido, dois países".

No entanto, esta é apenas uma edição "de divulgação", com 300 páginas. Um outro volume mais extenso, destinado a estudiosos, com cerca de 800 páginas, será lançado brevemente.

Foram cinco ou seis anos de trabalho intenso, com uma equipa a pesquisar nos arquivos da PIDE na Torre do Tombo, em Lisboa, em Bissau e na Cidade da Praia.

"Queria que fosse um testemunho documentado, não só conversa", confessara à agência Lusa, explicando que a "edição de divulgação", já apresentada, "é praticamente a parte narrativa, fugindo à documentação para ficar um volume mais acessível".

A obra abrange o período que vai dos primórdios do nacionalismo africano até às independências, em 1975.

Aristides Pereira, Presidente da República de Cabo Verde de 1975 a 1991, gostaria agora que outros companheiros, em continuidade, assumissem a fase posterior, da construção do país, que se explicasse como "a partir de situações negativas se construiu um Estado".

De iniciativa do Ministério da Cultura e dos Desportos de Cabo Verde, a evocação do assassinato do líder independentista, considerado o "pai" da nacionalidade de Cabo Verde e Guiné Bissau, decorre até 30 de Janeiro, encerrando com o lançamento de outra obra de investigação, "Intelectuais, Literatura e Poder em Cabo Verde", de José Carlos Gomes dos Anjos.

O programa inclui um conjunto diversificado de iniciativas, em que se cruzam os lançamento de obras de investigação com o desporto, a pintura, o cinema, a música e a dança.

Amílcar Cabral nasceu a 12 de Setembro de 1924 em Bafatá, Guiné Bissau, mas parte da sua adolescência e juventude foi vivida em Cabo Verde.

Formado pelo Instituto Superior de Agronomia de Lisboa, em 1950, dez anos depois, com companheiros, proclama o movimento de libertação da Guiné e Cabo Verde e envolve-se na luta armada nas matas da Guiné.

A 20 de Janeiro de 1973 Amílcar Cabral é assassinado em Conacry, capital da Guiné Conacry, uma operação que supostamente teve o cunho da PIDE, a polícia política portuguesa.

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