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Filipe Menezes e a Lusofonia
- 27-Feb-2005 - 15:55
Luís Filipe Menezes, actual presidente da Câmara de Gaia (cidade junto ao Porto), e candidato à liderança do PPD/PSD continua a procurar as luzes da ribalta, custe o que custar. Em Julho do ano passado foi mesmo ao ponto de defender que o Governo português deveria criar um Ministério para a Lusofonia, independente do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Defendeu e depois fechou-se em copas.
"Espero que o próximo primeiro-ministro tenha a atitude de criar um Ministério para a Lusofonia. Qualquer cidadão que viva em Portugal e fale português é português, pelo que devemos assumir a grandeza da lusofonia", afirmou então o agora candidato à liderança social-democrata e, embora muito remotamente, a primeiro-ministro.
Falando ao lado de Eusébio da Silva Ferreira, Menezes garantia que “a nossa pátria é a lusofonia” e que Portugal não começa nem acaba na Europa, pelo que o futuro do país passará por assumir a lusofonia em termos políticos e sociais, defendendo por isso "a naturalização de todos aqueles que queiram ser portugueses".
O silêncio a que se remeteu depois destas afirmações, mesmo quando instado a desenvolver a ideia, leva a crer que Menezes se arrependeu, apesar de nobreza da ideia, de mais uma vez ter dito o que pensava sem pensar no que dizia.
Por culpa (mesmo que inconsciente) dos muitos que não vivem para servir e que, por isso, não servem para viver, continuam os milhões que se entendem em português a comer e calar, amordaçados pela mesquinhez dos que se julgam detentores da verdade.
É claro que, como em tudo na vida, não faltarão os que dirão que não é possível entregar a carta a Garcia. Dirão isso e, ao mesmo tempo, apontarão a valeta mais próxima. A História do Mundo desmente-os. A História de Portugal desmente-os.
Mas não será com esses que se fará a História da Lusofonia apesar de, reconheço, muitos deles teimarem em flutuar ao sabor de interesses mesquinhos e de causas que só se conjugam na primeira pessoa do singular.
Para mim a Lusofonia deveria ser um desígnio nacional. Defender esta tese é, provavelmente, pregar paras os peixes. Mas, creio, vale a pena continuar a lutar. Lutar sempre, apesar da indiferença de (quase) todos os que podiam, e deviam, ajudar a Lusofonia.
Se calhar foi por isso que Menezes se calou. Mas é por isso que muitos outros não se calam.
orlando@orlandopressroom.com

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