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  Cultura
Angola gera multimilionários
... o povo, esse morre à fome

- 17-Jan-2003 - 10:00


De José Eduardo dos Santos a Abel Chivukuvuku, passando por Rui Mingas, são 59 as figuras angolanas citadas pelo semanário Angolense


Filantropia, imobiliária, diamantes, quintas, restaurantes e discotecas são alguns dos ramos em que figuras públicas angolanas estão a exercitar os seus conhecimentos sobre negócios e a investir no país parte de suas fortunas. Na sua última edição, o semanário Angolense cita entre as 59 figuras públicas detentoras de enormes fortunas, os nomes de José Eduardo dos Santos, Isaac dos Anjos, França Ndalu, General Hita, Abel Chivukuvuku, João Melo, José Patrício e Victor Lima, Rui Mingas, Luís dos Passos, brigadeiro Junjuvile e o brigadeiro Jota.


PELO SIM E PELO NÃO...


Para a filantropia, o jornal avança os nomes da primeira dama, Ana Paula dos Santos, Desidério Costa, Flávio Fernandes, Jacques dos Santos, Isaac dos Anjos, Albino Malungo e Fernando Pacheco. Isaac dos Anjos, agrónomo, ex-ministro da Agricultura, ergueu a ISFRUTAS, uma unidade de conservação de frutas e produção de gelo. Isaac dos Anjos foi, no tempo de regime de partido único, o primeiro político a levantar-se para a declaração de bens dos governantes angolanos, no momento da tomada de posse a cargos públicos.

França Ndalu, general-político e diplomata, investiu num condomínio que mudou a face das praias do Sul de Luanda. Corre ainda informação de que tem interesse no domínio de segurança e instalações de pescas.

O general Hita investiu na Quinta Rosa Linda; Abel Chivukuvuku, em imobiáliria e com interesses nos projectos imobiliários ligados aos irmãos Wapossoka; João Melo, deputado do MPLA, montou a agência de publicidade Movimento; José Patrício e Victor Lima têm participação conjunta na FASAL, fábrica de sal localizada numa antiga unidade industrial da Baía Farta, Benguela; Rui Mingas, ex-vice ministro da Cultura e a voz da célebre cantiga "30 angolares, peixe podre, fuba podre e porrada se refilares", encabeça a sucursal da Universidade Lusófona; Luís dos Passos, aposta na discoteca Balumuka, Mega e Bingo; o brigadeiro Junjuvile, adjunto de Isaías Samakuva, na Comissão Conjunta, a posta numa revendedora de cerveja e o brigadeiro Jota, agora embaixador em Israel, ficou-se por uma discoteca.



PRIMEIRO NÓS, SEGUNDO NÓS E POR AÍ FORA


Ana Paula dos Santos encabeça a fundação Lwini e vai dando uma mãozinha à mulher rural; Desidério Costa, está com a ONG Fundanga; Flávio Fernandes, governador de Malanje, criou a Anakessua, associação dos naturais e amigos do Késsua; Jacques dos Santos, lidera a associação Chá de Caxinde; Isaac dos Anjos, aperece também ligado à Fundação Quissama; Albino Malungo está com a AAD, Acção Angolana para o Desenvolvimento e Fernando Pacheco, engenheiro agrónomo, está na ADRA, Associação para o Desenvolvimento Rural de Angola.

Entretanto, o Bureau Político do MPLA reputa de anti-patriótico o artigo publicado pelo Angolense, em que citava 59 figuras, dentre as quais o presidente José Eduardo dos Santos e outras da esfera do poder político, como sendo detentoras de fortunas milionárias em dólares.

Segundo o comunicado divulgado na noite desta quarta-feira, o MPLA considera que o artigo visa apenas comprometer os esforços do governo e desencorajar os potenciais doadores de fundos para a reconstrução do pais. O MPLA está convicto de que as noticias divulgadas pelo jornal muito dificilmente poderão ser provadas.

Pelo facto de entre as personalidades citadas pelo Angolense constarem as principais figuras do poder político, o MPLA considera que a Procuradoria Geral da Republica tem uma oportunidade impar para que solicite ao jornal todos os elementos de prova sob pena de o jornal incorrer em responsabilidade criminal.

A Voz da América contactou o director do semanário Angolense, o jornalista Graça Campos, mas este reservou-se, considerando inoportuno comentar o conteúdo do comunicado do Bureau Político do partido no poder.

No artigo, o Angolense dividia o grupo dos milionários angolanos em dois, com o primeiro integrado por detentores de mais de cem milhões de dólares e um outro com personalidades cujas fortunas situavam-se abaixo da cifra acima referida.


500 MILHÕES DE DÓLARES DOS AMIGOS DO PRESIDENTE


Os números arredondados por defeito davam ao grupo de colaboradores directos de Eduardo dos Santos uma soma de mais de 500 milhões de dólares americanos, valor superior ao orçamento de São Tome e Príncipe.

Além dos montantes financeiros que estariam guardados em contas das referidas personalidades, o jornal também fazia referência aos volumosos investimentos em imobiliários pertença de tais figuras do poder.


Entretanto, o primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, Julião Mateus Paulo "Dino Matrosse", prometeu desencadear um processo judicial nos próximos dias contra o semanário Angolense por difamação.

Esta intenção consta de uma carta endereçada ao director daquele semanário, na sequência de um artigo publicado na sua última edição sob o título "Riqueza mudou de cor. Os nossos milionários".

A matéria inclui uma série de fotografias de supostos milionários angolanos, entre as quais a do primeiro vice-presidente da AN, cujo nome consta no grupo dos que "possuem pelo menos 50 milhões de dólares".


TODOS TÊM, AFINAL, CONSCIÊNCIA TRANQUILA


"Embora me procurassem ferir, mantenho a minha consciência tranquila, o que me encoraja a desafiar o Angolense a tornar públicas todas as provas das denúncias que faz sobre mim em relação a alegada riqueza", refere o deputado na sua carta.

Segundo ele, o facto de terem invocado o seu nome na lista dos presumíveis milionários que adquiriram tal riqueza por meios ilícitos, é motivo suficiente para, dentro dos parâmetros que a lei lhe reserva, exigir ao Angolense que seja publicada toda a verdade sobre o seu capital financeiro.

"Dino Matrosse" pôs, inclusive, as contas bancárias de toda a sua família a disposição de serem checadas para que no prazo de cinco dias sejam publicados os resultados decorrentes da investigação.

Refere que findo o prazo citado, o deputado iniciará um processo de defesa da sua imagem denegrida publicamente pelo semanário Angolense, "de modo a poder voltar a estar moralmente em paz com o meu povo que tanto amo e respeito".

"Dino Matrosse" sublinha que a acusação que pesa sobre si é uma autêntica criação com fins inconfessáveis e intenções malévolas.

O primeiro vice-presidente da AN indica que nos últimos tempos tem desenvolvido, juntamente com a sua família, uma dura "batalha" com o objectivo de assegurar alguma tranquilidade social.

O deputado questiona o facto de se pedir um empréstimo bancário, a fim de concretizar um determinado projecto para lograr o mínimo a fim de assegurar uma velhice tranquila, significa ser milionário ou é resultado de um processo ilícito.

JORGE CASTRO

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