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Entrevista
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UNITA critica declarações de Cavaco Silva em Luanda
- 6-Mar-2005 - 18:44
O Comité Permanente da UNITA manifestou hoje "indignação" com declarações proferidas por Cavaco Silva numa entrevista à emissora estatal angolana, que considera atentarem "de forma clara e intencional" contra a memória de Jonas Savimbi, fundador do partido.
"Foi com muita indignação que os membros da UNITA escutaram a entrevista de Aníbal Cavaco Silva à Rádio Nacional de Angola. Numa das passagens dessa entrevista, Cavaco Silva atenta de forma clara e intencional contra a memória de Jonas Savimbi", refere um comunicado da direcção da UNITA enviado à Lusa em Luanda.
Em causa estão declarações proferidas pelo ex-primeiro- ministro português numa entrevista que concedeu à emissora estatal angolana, onde, alegadamente, se terá referido de "modo desrespeitoso e depreciativo sobre o perfil dos líderes africanos".
Contactada pela Lusa, uma fonte da direcção da UNITA especificou que estão em causa declarações de Cavaco Silva em que o ex- chefe de governo português elogiou a postura do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, contrapondo-a à do fundador da UNITA, Jonas Savimbi.
Para a direcção do maior partido da oposição angolana, essas declarações atentam, não só contra a memória de Jonas Savimbi, mas também contra "a dignidade dos membros e simpatizantes da UNITA, dos angolanos e mesmo dos africanos".
"Os angolanos e os africanos, que se libertaram do colonialismo ao preço de muito sangue, suor e lágrimas, são adultos e não podem permitir hoje que alguém lhes venha impor padrões, hábitos e culturas", acrescenta o documento.
Neste comunicado, o Comité Permanente da UNITA questiona a imparcialidade de Cavaco Silva, recordando o comício do MPLA em que o então primeiro-ministro português participou na cidade de Luena, capital da província angolana do Moxico, durante a visita a Angola em Setembro de 1991.
"Infelizmente, mantém-se fresca a lição negativa do comício do Moxico, em que tal personalidade, apesar da imparcialidade a que se devia sentir obrigado pela posição a que ele e o seu país ocupavam no mecanismo de mediação do processo de paz então em curso, alinhou activa e claramente na campanha de um dos partidos", refere o comunicado.
Para a direcção da UNITA, "merece repulsa a repetição do seu posicionamento hoje".
"A UNITA sempre soube e saberá no futuro dissociar a ligação de Portugal e do seu povo a Angola e aos angolanos, dos vínculos interesseiros e de ingerências de certas personalidades, que procuram em Angola possíveis apoios dos poderes actuais", conclui o comunicado da direcção da UNITA.

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