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  Cabo Verde
Escavações arqueológicas podem alterar história do arquipélago
- 7-Mar-2005 - 14:49


As escavações arqueológicas no Concheiro de Salamansa, na ilha de São Vicente, Cabo Verde, onde existem indícios de presença humana possivelmente anterior à chegada dos portugueses ao arquipélago, em 1460, vão ser retomadas a 17 de Março.


Os trabalhos no sítio arqueológico de Salamansa, descoberto há seis anos por arqueólogos portugueses, gerou um forte interesse na comunidade científica portuguesa e cabo-verdiana.

Isto, depois de ali terem sido descobertos objectos de uso humano que permitem especular sobre a existência de uma comunidade anterior a 1460, ano da chegada ao arquipélago dos navegadores ao serviço do reino de Portugal capitaneados pelo italiano António da Noli e pelo português Diogo Gomes.

Nesta segunda fase das escavações, vão participar técnicos do Instituto de Investigação e Património Cultural (IPC) de Cabo Verde, da autarquia do Mindelo (São Vicente) e das universidades Nova e Aberta, de Portugal.

Os trabalhos, que se iniciam a 17 de Março, devem estender-se até final do mês, segundo o vereador da câmara de São Vicente José Lopes, e foram definidos no seguimento da visita que o ministro da Cultura, Manuel Veiga, realizou ao local no mês de Janeiro, tendo, na altura, manifestado "todo o interesse" em avançar para uma segunda fase nas escavações.

Manuel Veiga sublinhou ser de grande importância para Cabo Verde clarificar o que pode estar escondido no Concheiro de Salamansa, visto que em causa está a possibilidade de provar que, afinal, a versão oficial de que foram os portugueses os primeiros a pisar o território, que se tornou independente em 1975, pode estar errada.

No entanto, o presidente do IPC, Carlos Carvalho, na altura em que o ministro da Cultura visitou o local, mostrando entusiasmo pela retoma dos trabalhos científicos, alertou para a importância de não se "alimentar falsas expectativas".

Todavia, as expectativas, criadas quando das primeiras escavações, resultam de terem sido retirados do subsolo vários objectos em cerâmica, ferro e cobre, que, depois de enviados para Portugal, as datações feitas através do processo de carbono-14, segundo os técnicos, apontam como data possível para o seu fabrico um tempo anterior à chegada dos europeus.

No entanto, ainda de acordo com vários arqueólogos ouvidos pela Lusa desde as primeiras escavações, estes objectos podem, de facto, ser anteriores a 1460, mas resultantes de presenças humanas esporádicas e forçadas por desvios provocados por tempestades e ventos de rudimentares embarcações de pesca oriundas do continente africano.

No entanto, a hipótese de presença humana, encarada como "possível" por especialistas portugueses e cabo-verdianos chamados a pronunciar-se sobre a matéria, não teve confirmação, porque os objectos não foram sujeitos a testes posteriores que determinariam, inequivocamente, a idade do Concheiro de Salamansa.

As autoridades cabo-verdianas voltaram a despertar para a importância arqueológica da estação quando, em Outubro de 2004, após uma visita ao sítio, localizado na ilha de São Vicente, o arqueólogo português Cláudio Torres chamou novamente a atenção para o concheiro.

Outro especialista português que defendeu igualmente novas escavações no local foi João Luís Cardoso, que considera que terá, no mínimo, existido ali uma antiga aldeia piscatória.

Mas até que se faça luz sobre os objectos encontrados ou outros que saiam dos futuros trabalhos no concheiro, a posição do presidente do IPC de Cabo Verde é de prudência, por considerar que "nada está provado" e que quaisquer conclusões "só deverão ser tiradas após a conclusão da segunda fase das escavações".

Carlos Carvalho mostrou-se, por outro lado, "preocupado" com o estado de conservação em que possa encontrar-se o concheiro, uma vez que, na sua opinião, "pouco ou nada foi feito para a sua conservação".

O presidente do IPC garantiu, todavia, que é intenção das autoridades cabo-verdianas "dar à estação o valor que vier a merecer", adiantando ser intenção do governo "transformar o local numa zona protegida se vier a ser necessário".


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