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  Cabo Verde
Presidente de Cabo Verde inicia hoje visita de cinco dias a Bissau
- 15-Mar-2005 - 12:37


O presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, começa hoje uma visita oficial e de trabalho de cinco dias à Guiné-Bissau, tendo como pano de fundo o actual momento político guineense, a braços com mais uma crise.


Segundo a agenda oficial, Pedro Pires vai manter encontros com o seu homólogo guineense, Henrique Rosa, primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, chefias militares, partidos políticos, corpo diplomático e organizações da sociedade civil.

As eleições presidenciais na Guiné-Bissau, cuja marcação da data tem sido sucessivamente adiada desde Fevereiro, o actual momento político no país e as relações bilaterais entre dois países \"irmãos\" são os tópicos centrais da visita do chefe de Estado cabo-verdiano.

Fonte da Presidência guineense indicou que os três primeiros dias da visita de Pedro Pires são de carácter oficial, com os restantes dois a integrarem-se já no quadro de uma deslocação de trabalho.

Para hoje, Pedro Pires será recebido por Henrique Rosa, pelo presidente do Parlamento, Francisco Benante, pelo primeiro-ministro e por representantes das comunidades religiosas no país, terminando o dia com um jantar oferecido pelo seu homólogo guineense.

Até quinta-feira, e além da agenda protocolar, o chefe de Estado cabo-verdiano vai depositar coroas de flores no mausoléu Amílcar Cabral, em Bissau, e no Monumento Amílcar Cabral, em Bafatá, 150 quilómetros a leste da capital guineense, cidade onde nasceu o \"pai\" das independências da Guiné e Cabo Verde.

Quarta-feira, Pedro Pires terá um encontro com representantes da pouco expressiva comunidade cabo-verdiana residente na Guiné- Bissau.

Cabo Verde, a par de Portugal, é um dos países que mais empenho têm demonstrado na \"pacificação\" da Guiné-Bissau, com constantes declarações públicas nesse sentido, tanto por parte da presidência da República como do executivo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), liderado por José Maria Neves.

A este facto não é alheia a história comum dos dois países que remonta ao tempo da luta pela independência e se prolongou até 1980, altura em que um golpe militar levou ao poder João Bernardo \"Nino\" Vieira e ao consequente afastamento de Luís Cabral, irmão de Amílcar Cabral, considerado o \"pai\" das independências e fundador do PAIGC.

O golpe de \"Nino\" redundou no chamado \"Movimento Reajustador\", que culminou na expulsão de centenas de cabo-verdianos da Guiné-Bissau e na ruptura no seio do partido comum aos dois países, PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde) que, no arquipélago, deu lugar ao PAICV.

No entanto, apesar da tensão registada na década de 80, motivada pela chegada de \"Nino\" Vieira ao poder, Pedro Pires, que foi primeiro-ministro entre 1975 e 1990, data da abertura política nas ilhas, manteve um \"bom relacionamento\" com os antigos \"camaradas de armas\", alguns dos quais hoje à frente das Forças Armadas guineenses ou do governo do PAIGC.

Por esta razão, Pedro Pires, um reconhecido chefe militar da guerrilha do PAIGC nas matas guineenses contra o exército colonial português, é considerado em Bissau um \"amigo\" do país.

Nesse sentido, Bissau conta com a versatilidade de Pedro Pires para interceder junto da comunidade internacional para que esta apoie o desenvolvimento e mantenha a ajuda à consolidação da democracia, sobretudo numa altura em que a Guiné-Bissau atravessa uma complicada fase de transição política.

A transição, que culmina precisamente com as presidenciais, está a ser alvo de grande polémica, uma vez que os diferentes partidos políticos não se entendem quando à data da votação, havendo sugestões para que ela se realize em Maio, Junho, Julho ou mesmo Novembro.


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